sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nunca fomos a Paris

Sai de fininho como quem
já morreu de rir de tudo
e me deixa nuvens 
que só um gênio desenharia
O que elas dizem?
Que todas as minhas lágrimas
se condensaram
e choveram
e chovi
Assim como rimos todas as décadas
e vivemos num eterno abraço
de almas amigas
A fé é indolor?
a fé é dolorosamente a dor?
Disfarçada, maquiada
engana a dor?
À la Fernando Pessoa
À la Maria Bethânia
que você tanto amou
Esta lacuna é imperdoável
Queria ir também
me ensine como se faz isso

(ao meu mais genial e maravilhoso amigo José Riviti)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Trafego por caminhos de mim

E o dia tem duas noites:
a hora em que acordo
a hora em que eu durmo

domingo, 23 de junho de 2013

Somos todos de circo

Nem me toca
Sua vida
Vadia
Fria
Cheia de energia
uma alegria
pobre
Me toca
A sua energia
Vadia
Cheia de vida
que me extasia
nobre

domingo, 2 de junho de 2013

Pele de cobra venenosa...

Me entrelace
tome conta de mim
sem pressa
há interesse
se está a fim
 da presa

Me beije
me fareje
feito fera
que zomba 
da armadilha
seguindo a trilha
ciente
da espera ruim


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cotinha, beleza de pessoa, 'boa viagem' ...

Não vou esquecer
Cotinha, 
acotovelada no muro pequeno
olhando a Serra  São José,
monumental
e a rua Sabará
em Tiradentes- MG
Tossindo  às seis da manhã
Seu fogão à lenha,
Risonha
Com o  fiel Pierre, cão,
Mãe de todas as desgraças  
e bênçãos
Minha referência de entrada e saída
Em casa mineira
Perguntava a ela: vou a São João Del Rei
Que alguma coisa?
Ela: não: boa viagem!
Cotinha
Vou a Ribeirão Preto
Quer alguma coisa?
Ela, sorrindo: não, Boa  viagem....