segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vermelho, Amarelo, Verde: Pare, Olhe e Escute

São códigos que não salvam vidas, somente

Salvam a vida

Aquela, ali, que ninguém dá conta, nem paga 10%

Interna

Parece tolo imaginar que somos Vermelhos

E somos, por isso temos que seguir em Amarelo

Depois, passando no teste, ficamos Verdes.

Mas, nada disso vale se não pararmos, olharmos e escutarmos

para seguirmos Verdes.

Tão sutil, óbvio, subliminar

que nem pensamos mais

e isso é a charada

o xeque

o derradeiro

o beco com saída

sexta-feira, 11 de maio de 2012

À Mãe de todas as mães e seres

Sagrada Senhora
Generosa Mãe
Te ouço cantar
meu canto de ninar
'...É hora, É hora, É hora
criança...'
Te ouço entoar
meu sonho de viver
'...É hora, É hora, É hora
criança...'
Tua voz tão baixinho
me eleva à esperança
de em teu colo
renascer
Amorosa Mãe
deito minha cabeça cansada
em teu seio
e digo
emocionada:
Mãe, estou com saudade de Casa
Tua voz, tão serena ,
me acalma e canta:
'...É hora, É hora, É hora
criança...'
Sagrada Mãe
te busco crescida
me agarro ao teu manto
perdida
Teu sopro de vida
levanta meu ânimo
e
é tua linda voz querida:
'É hora, É hora, É hora
criança'

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ninguém quer ficar para trás no futuro

Principalmente os que  imaginam
erroneamente
que a vida continua lá na frente
E acelerar é a melhor maneira
de burlar o tempo
Que engano
O cérebro armazena o dano
Não há lá na frente
e nem lá atrás

sábado, 21 de abril de 2012

Na sua presença impensável - Redenção

'... um gosto imaginário de romã



cheiro pretendido de alecrim



a chama amarela da vela branca



acesa de fato



suave feito algodão doce



indicava a via



a seguir



por dentro



uma vespertina sensação



de aconchego



exalava o chegar



Saiu e voltou



nenhum milagre naquele dia



mas lá estava



sua alma



sã e salva



por enquanto..."






Na sua presença impensável - Suspense

'... Logo ao chegar

tudo parou

a hora

a folha

o ponteiro

o vento

o movimento

Silêncio

Incabíveis ali

o sonho

a ansiedade

o impasse

a necessidade

o arrependimento

De praxe

fez o cumprimento

aquela voz não era sua

soou como um aqui

qualquer

estava no momento

estranho

absorveu

o batismo da atemporalidade...'