domingo, 4 de dezembro de 2011

Pára, Pará!

Duvido que alguém duvide que haja alguma sanidade nesta divisão

Um muro de berlim separando o bem do mal

Nada disso, tudo é uma politicália

e a politicália deveria eregir sua própria cidade

em algum lugar do Planeta Oxiúrus

Querem mais cadeiras na Câmara e no Senado

e isso quer dizer

mais dinheiro público para quem não faz nada

Mas é eleito ao salário monumental

da inércia e omissão políticas

Se fossem sérios

trabalhariam em prol do Estado

e não na divisão do butim

Cortaram ao meio a responsabilidade

pelo contínuo saque de reservas naturais e financeiras de Mato Grosso

- Ah, dizem os inocentes, não fui eu.

No Pará, será a mesma coisa...

Sócrates, o gol de calcanhar genial, foi embora

Muitos falarão de Sócrates



Eu o conheci no início dos anos 80



em Ribeirão Preto



numa entrevista gravada que sumiu



e nunca foi publicada



A revista, local, quase regional,



na época, mal pagava colaboradores



e mal publicava matérias importantes.



Me lembro de nós três, eu , Adriana Canova e ele



Sentados num banco da praça do jardim América



O Dr. , que fizera maravilhas no futebol



como seu famoso gol de calcanhar,



alto, magrelo, vozeirão, calmo,



sorria também com os olhos,



um ser brilhante



Tão brilhante que nunca mais me esqueci.



E agora, sua luz terrena se apaga.



Continua na espiritualidade,



reluzente.




Copa 2010 na África: Desmond Tutu e Sócrates



sábado, 3 de dezembro de 2011

Sonho atravessado

em algum lugar

engastalhou
se engraçou com outro sonho
bebeu demais
perdeu o rumo
passou batido

tornou-se medonho


cansou de ninguém
não deu descarga
esqueceu o modess
o ob
o creme hidratante
usou o esfoliante

sumiu
no gracejo

do espelho


talvez

quem sabe
assumiu o armário
foi de embrulho
tropeçou na ponte
caiu na correnteza escura
encarou o avesso

e o contrário

perdeu o trem
babou no travesseiro
acabou a pilha
não recarregou a bateria
dormiu no ponto
encontrou as estribeiras
chapou logo de cara
patinou no barro

atolou à seco

colocou durex na quilha

cuspe na armadilha


bateu na porta errada
fez mira, errou
vai ver

não me viu




A Prece que nos Abastece


Seres amados da Vida
Seres amados da Essência Cristalina
Seres amados dos Princípios Primordiais
Seres amados das Eras sem fim
Eras universais
cobri-nos com vossos mantos de perdão iluminados
com vossas vestes de amor translúcidas
que curam que saram que consagram
em dimensões de comunhão reunida
- amarguras
dores
males que sangram
nossa carne e alma
por descrença consumida-
que envolvam nossas energias
de pureza
e as revigorem
com vossas luzes divinas
e as conduzam
e que possamos alcançar a graça e a leveza
de todas as Graças bem vindas

e vividas
para que nossas asas se abram
ante a saudação de Vossa Presença
Alegre e de Bondade Infinita
Graças, Graças e Graças

domingo, 27 de novembro de 2011

Cruzes, Deus me livre, se você sou eu e eu sou você!

Ora, Ora

Humanos e Humanidade

Dizem que somos parecidos

Tão aos pares que nos combinamos

Tão aos ímpares que nos conjugamos

Tão próximos que somos quase iguais

Tão diferentes que somos dnas antigos

Tão nós e tão eles

tão zorós

que chegamos ao impasse do quem

quer ser quem

Só sei que não quero ser você

Tenho urticária

meu estômago embrulha

meus pelos arrepiam

vomito a vertigem

de tão arrepiante

inexequível semelhança

Não posso me aprofundar nesse espelho

grotesco e insensível

de você em mim

nem de mim em você

A bo mi no me

Por tabela,

A bo mi ne me