terça-feira, 19 de julho de 2011

SagAlice vence Harry Potter

Confesso que não lí





Confesso que não assisti





Confesso que nem vou





me ater à maratona do bruxinho





Mas, rendo minha condição humana





e minha transcendência dimensional





ao silêncio cativante de Alice





que desde 2001 persegue e desvenda





os itinerários da série Harry Potter,





diga-se, fenômeno de bilheteria





e histeria de fãs





Sei apenas que cresceram lendo e se encantando com a magia





de um menino e seus amigos (também os inimigos)





mesclando melancolia e heroísmo,





utilizando-se da privilegiada e secreta escola





de poderes inimaginavelmente imagináveis





Mas, prevalece aqui a saga de uma criança adulta,





hoje,





catapultada à vida real por essa 'força poderosa':





não só subiu ao palco estrelado no Rio de Janeiro





por Tom Felton, como venceu os desafios





para estar ali.





Alice Fagiolo, parabéns por adquirir asas





e voar, de verdade.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

14 de julho, Parabéns Willian

Hoje é um dia comum

para muitos, especial

para meu irmão, mais ainda

comemora seu aniversário

e que receba os louros que só os bravos

têm em memorial

Por que?

Willian José Fagiolo

raro talento

arquiteto

daqueles a quem sobra conhecimento

vivência

experiência

imaginação

Não porque é meu irmão

porque é a perspectiva

divertida da razão

vista em diferentes planos

criativa conceituação

do material

em plasticidade irreverente

casual

-nada comum -

em celebração

O que falta?

Zerar a complexidade

construir a simplicidade.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

For Star, a cachorra fênix de Malta

Parece que os horrores da humanidade





não têm mais limites








Imagino que quem não ama um animal de estimaçào





como pode amar seus próprios filhos?



Ama, não



Por isso, existe tanto animal doméstico



e humano, solto por aí



Rosnando, mordendo, trucidando...




sábado, 28 de maio de 2011

Visitas em casa, daquelas que eu gostaria me visitassem mais

Outro dia foi um beija flor

entrou na sala e pousou no meu computador

ali ficou, quietinho me olhando no sofá

depois, voou varanda afora

Hoje, uma mamangava

entrou pelo quarto e ficou zoando

sobre o lavado do corredor

densa, escura, solitária

batendo suas pequenas asas

quase invisíveis

saiu pelo mesmo lugar que entrou

Nada de mais

se eu não morasse num apartamento

local urbano

em que se plantam prédios e carros

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Apagador de Corações

Ele tem uma função








na boca da memória:








apagar a escrita na lousa da escola,








a vida e suas equações sofisticadas,








lembranças da hora de angústia dissimulada,








fatos e boatos,








asas soltas na palavra boba,








atos e seus desacatos,












tudo de mentirinha,












pois o apagador , na verdade,












não apaga nada.