quinta-feira, 14 de julho de 2011

14 de julho, Parabéns Willian

Hoje é um dia comum

para muitos, especial

para meu irmão, mais ainda

comemora seu aniversário

e que receba os louros que só os bravos

têm em memorial

Por que?

Willian José Fagiolo

raro talento

arquiteto

daqueles a quem sobra conhecimento

vivência

experiência

imaginação

Não porque é meu irmão

porque é a perspectiva

divertida da razão

vista em diferentes planos

criativa conceituação

do material

em plasticidade irreverente

casual

-nada comum -

em celebração

O que falta?

Zerar a complexidade

construir a simplicidade.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

For Star, a cachorra fênix de Malta

Parece que os horrores da humanidade





não têm mais limites








Imagino que quem não ama um animal de estimaçào





como pode amar seus próprios filhos?



Ama, não



Por isso, existe tanto animal doméstico



e humano, solto por aí



Rosnando, mordendo, trucidando...




sábado, 28 de maio de 2011

Visitas em casa, daquelas que eu gostaria me visitassem mais

Outro dia foi um beija flor

entrou na sala e pousou no meu computador

ali ficou, quietinho me olhando no sofá

depois, voou varanda afora

Hoje, uma mamangava

entrou pelo quarto e ficou zoando

sobre o lavado do corredor

densa, escura, solitária

batendo suas pequenas asas

quase invisíveis

saiu pelo mesmo lugar que entrou

Nada de mais

se eu não morasse num apartamento

local urbano

em que se plantam prédios e carros

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Apagador de Corações

Ele tem uma função








na boca da memória:








apagar a escrita na lousa da escola,








a vida e suas equações sofisticadas,








lembranças da hora de angústia dissimulada,








fatos e boatos,








asas soltas na palavra boba,








atos e seus desacatos,












tudo de mentirinha,












pois o apagador , na verdade,












não apaga nada.



























domingo, 17 de abril de 2011

Já bebeu saudade?

Saudade dá de beber na cruz



saudade dá de comer no verbo



saudade dá de iludir na equação



saudade dá no ventre



saudade desenterra a morte


pela fresta da raiva



saudade dá na distância entre um ponto e outro


do tormento



saudade salga o rio



saudade amarga a sobremesa



saudade ressaca a maré




saudade vomita, de repente, a felicidade




saudade aborta o umbigo do êxodo




saudade




se bebe a luz pelo escuro