terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pior que o cacique Sarney é o cacique Renato Machado

O que ambos têm em comum:
longevidade chatíssima no cargo
Acompanho o noticiário global das manhãs
e o âncora Renato Machado está cada vez mais
árido e seco
derrubado
sem o fio exímio da peça que leva no sobrenome
(igualmente chato é o tal do Cléber Machado,
o estridente)
Cansei de ligar o canal e vê-lo, tão deprê e distraído,
comentando fatos estarrecedores com tanta gravidade
na voz, tanta, que só falta um bocejo.
Consegue até ofuscar sua parceira,
a brejeira e reluzente Renata.
Bom no papel ficou Alexandre Garcia
que faz seus comentários pontuais
irônicos e afiados, desperto.
Vamos lá, Globo, repagine-se,
injete um ânimo na sua voz jornalística
pela manhã. Convença-me.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A venerável ordem dos canalhas, finalmente, está falindo

Tunísia, Egito
Hum, de quantas gotas de água humana
precisam para encher o copo da paciência?
Ou da tolerância? Ou da intolerância?
Ou da usurpação, da corrupção?
Da violência ? Da pobreza? Da exploração?
Da ignorância?
Na onda incontrolável da consciência,
justiça e ética, com espessas espumas de cidadania,
talvez o próximo seja Berlusconi
mas, penso que seria mais urgente
Ahmadinejad
junto Sharif Ahmed
a cereja do bolo poderá ser Bin Laden
mas, com ele irão enfeitar a primeira camada
da faxina, alguns políticos brasileiros,
eleitos e reeleitos, à custa de todo esse pedigree acima,
principalmente quando a velha ordem dos canalhas
pretende reincorporar ao quadro associativo
os banidos e os pegos nas falcatruas,
meros bois de piranha,
tipo Marcos Valério,
Delúbio Soares, José Dirceu, José Genoíno...
E por falar em falência, digamos que nós, contribuintes,
não temos mais
obrigação de sustentar discursos vazios,
teorias, governadores, parlamentares e suas vadias,
funcionários públicos, bancos, consumismo, automóveis,
juros, erros e protuberâncias de cargos, com
inundações, favelas, ocupação da mão de obra barata
com pencas de filhos para catar o lixo do luxo,
mais pencas de barrigas cheias de futuros filhotes escravos
para a riqueza e suas delegacias cheias de pó e seus gêneros,
matando-se entre si , para o deleite da riqueza única
e hereditária.
A herança é a da liberdade e não da ganância
do terror, pois terrorismo é a prensa que esmaga
o trabalho, espreme o trabalhador e moe a família
com ilusões de qualidade e ascenção de classes.
Tolinhos. De classe Z, passaram à C... Só mudaram a letra
Mas, para analfabetos, só o som parece diferente.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Piores que as tragédias mortas, são as críticas vivas

Já li e ouvi quase de tudo
desde o fato estarrecedor
de quem sobreviveu a um dos piores desastres
já vivenciados
até dos que optaram por estender a mão, o corpo e alma
aos desvalidos
aqui, incluo bichos e humanos,
porque a Natureza fala por si
imperiosa e soberana
Vêm à tona os atos mais horríveis,
dos que roubam víveres e artigos supérfluos
dos que majoram preços de produtos essenciais,
como água potável,
dos 'especialistas' de toda ordem naquela falação destrinchando o evento
(nas prefeituras não existem engenheiros, arquitetos e técnicos?)
dos jornalistas formados e outros conformados
cobrindo 'bravamente' o fato ocorrido:
falam revoltadamente do lixo acumulado em pontes
(aquelas que resistiram), da falta de organização
na distribuição dos bens arrecadados,
de gente pegando tudo o que consegue,
mas não precisa...
de cães , gatos, porcos, coelhos, marrecos,
jabutis, papagaios e cavalos 'abandonados'
Da falta de equipamentos para necrópsia
de helicópteros etc etc
Bom, me parece óbvio
Também me pergunto se todos os envolvidos
aqui citados
estavam bem preparados?
Ora, façam o favor, se calem e mãos à obra
principalmente, na hora de votar....
Inclusive na vida daqui em diante.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chegamos aqui. Aqui ,onde?

O Planeta precisa de água doce.
A humanidade precisa de água doce.
Chovem debulhadamente doces águas
As cidades levam tudo pro lixo.
Terras, pontes, encostas, morros
casas, móveis, TVs, geladeiras, comida.
Roupas, projetos, palavras, explicações,
história, memória.
Vidas soterradas, tragédias expostas.
Políticas humanas as tornam amargas.
Afogam-se lavouras, leite, bichos.
Canalhas de plantão culpam a Natureza.
E são pagos por todos nós.
Morrem afogados? Não.
Suas casas desmoronam?Não
Seus aviões caem? Não
Suas férias são em prisões? Não
Sua mesa deixa de ser farta? Não
Começam a cada estação do zero? Não
Ficam engarrafados no trânsito? Não
Dormem ao relento? Não
Passam as noites sobressaltados com as cheias? Não
Seus filhos têm doenças endêmicas? Não
Quantos dentes faltam na boca política? Nenhum
E descem as águas doces tão vitais pelo esgoto
do descaso.
2011. Chegamos. Onde?
Ah, não se esqueçam da seca
aquela que mina qualquer resistência
A mina de ouro da política mina?
Não.
Vamos desaguar nossa mente
.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vidas avessas às vessas

Chove, chove e chove
com a chuva, a ventania se apressa
estalam trovões e raios
rompendo arestas
do tempo encalorado
que frita o chão
quê mais poderia ou deveria
acontecer
num verão?