sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vidas avessas às vessas

Chove, chove e chove
com a chuva, a ventania se apressa
estalam trovões e raios
rompendo arestas
do tempo encalorado
que frita o chão
quê mais poderia ou deveria
acontecer
num verão?

Ins pira dor


teus olhos parecem mirar o luto
da estação
erguem-se diante de ti
lápides faraônicas
que se acendem ao escuro
seguras de que a riqueza
te tornas imune às lágrimas da natureza
assusta a dor
ou inspira a dor
de qualquer forma
nuvens caminham ligeiras
dizes
ao vento que as alheia

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Durmo noite, não, Ribeirão


O escuro não dorme
a mão lustrosa da madrugada
acorda em banho Maria
o dia insone
basta um toque
na fronte ensolarada
e tudo se transforma
à revelia
revelada

Diz a lenda que se deve pedir três vezes aos Três Reis

Que os eixos humanos não saiam dos trilhos celestais nem percam o rumo ao cósmico divino
Baltazar, Melchior e Gaspar
se acheguem à cantoria, folia, alegria
na celebração da estrela menino

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vieiras e chuvas janeiras nas paragens mineiras


De mala pronta

destino certo

trabalho a tiracolo

decolar em

lançamento a 500 km

A chuva intensa e perene

me fez hesitar

Dobrar as esquinas waves

mineiras

ou ficar no quase seco e aconchegante

lar?

Tiradentes (MG) ou Ribeirão Preto (SP)?

Um refogar de tomates sem pele e sem sementes

maduros

macios

aveludados

cebolas, alho e outros agregados

devidamente triturados

numa panela amiga e convidativa

aos azeite e

pimentas
aditivas

acompanhados de um tagliatelli

lado a lado,

ambos,

então incorporados

pelas tenras e doces vieiras.....
em plena segunda-feira

Nenhum convite desses

magistral

deve ser recusado

Em tempo algum

mesmo de chuva espumante
'trivial'

como foi o brinde renovado.

(colaboração da cozinheira in chef, Marialice)