
Fragmentos de uma existência inconformada, abduzida pelas letras e seus sentidos . Um periscópio sideral sob o manto encarnado.(by Lúcsia/ Lúxia e sempre José Riviti)
sábado, 13 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Pradarias celestes

É refrescante e macio
o chão ao largo só de capim
dócil até
em verde aveludado
que escorre ao horizonte
esconde tocas ao cio
-germinam após queimadas rasteiras
criadeiras de mais pampa
Lá, ao galope de tantos
sopram todos os ventos
desde os cascudos
aos amiúdos
Respiram os anjos
em carmim
no paddock de cetim...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Aqui é a Terra, Terra, Terra....! Câmbio! S O S!

Lá se foi minha deliciosa
e sinuosa âncora de dolphins...
perdi meus baratos
cheirando cilindros oxigênicos etílicos
meu adorável snorkel de asas lepidopteras
voou água abaixo
aladas nadadeiras uruanãs
descompromissadas
flutuam em pegadas na areia
cadê o lastro...
e o rastro do humano sensível?
Estou ao fundo
raso arquipélago
colhendo tormentas em peneiras
Acho que vi uma sereia
Foi rápido e sutil
A onda me sabotou
ao galope de jubartes
carona?
Só nos hippocampus...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ainda tenho uma hora até o meu dia eterno
Chove um tempo de sol
no qual
me esquivo dos equívocos
Como?
navegando junto aos ventos
póstumos
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Fiapos pontiagudos de calma
+Biribiri.jpg)
Solfejo pela minha palma
de alma
uma 'cheia' de dedos
e todos os sentidos
sem medo
que se traduz em linhas
pétreas
as correntes
intermitentes
de cicatrizes de parto
ao natural
caneta de pena
em
assinatura nascentina
feito os degraus Diamantina (MG)
como
água sobre pedras
e cristais
que desaguam fora do barco
desenham sua passagem secular
inavegável em si
navegável em fá
do rumo dó
em ré
mi
farejam brisas ao sol
farejam brisas ao sol
lá
espinhentas
a trilha
no horizonte
em que as pontas
são molas de cama
na lapa ancestral
abrigo dominical
forasteiro
Portal
ante os peregrinos de Maria
Rainha
Viajante (pela eterna e honrosa companhia)
(Graças a Marialice, Eliseu, Eliseu Henrique, Marilda, Josi e Guilherme, pela generosidade expressa em presença , Helena e Lauro pela concretização da magia dos guardados diamantinenses)
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