quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aqui é a Terra, Terra, Terra....! Câmbio! S O S!


Lá se foi minha deliciosa





e sinuosa âncora de dolphins...





perdi meus baratos





cheirando cilindros oxigênicos etílicos





meu adorável snorkel de asas lepidopteras





voou água abaixo





aladas nadadeiras uruanãs





descompromissadas






flutuam em pegadas na areia





cadê o lastro...





e o rastro do humano sensível?





Estou ao fundo





raso arquipélago





colhendo tormentas em peneiras





Acho que vi uma sereia





Foi rápido e sutil





A onda me sabotou


ao galope de jubartes


carona?


Só nos hippocampus...









quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ainda tenho uma hora até o meu dia eterno

Chove um tempo de sol



no qual



me esquivo dos equívocos



Como?



navegando junto aos ventos



póstumos



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fiapos pontiagudos de calma


Solfejo pela minha palma
de alma
uma 'cheia' de dedos
e todos os sentidos
sem medo
que se traduz em linhas
pétreas

as correntes

intermitentes

de cicatrizes de parto

ao natural

caneta de pena

em
assinatura nascentina

feito os degraus Diamantina (MG)

como

água sobre pedras
e cristais
que desaguam fora do barco

desenham sua passagem secular
inavegável em si

navegável em fá

do rumo dó

em ré
mi

farejam brisas ao sol

espinhentas

a trilha

no horizonte

em que as pontas

são molas de cama

na lapa ancestral
abrigo dominical
forasteiro
Portal
ante os peregrinos de Maria
Rainha
Viajante (pela eterna e honrosa companhia)
(Graças a Marialice, Eliseu, Eliseu Henrique, Marilda, Josi e Guilherme, pela generosidade expressa em presença , Helena e Lauro pela concretização da magia dos guardados diamantinenses)









Chove, afinal


Trovões na madrugada
voam pelas nuvens
de volta
a chuva
mansinha
se apressa
devagar

domingo, 19 de setembro de 2010

Ser humano praga, erva daninha de si

Por que elas só existem na lavoura?
Por que xingamos de câncer o que nos corrói?
Que desnome damos ao que destrói propriedades?
Pragas
Na escala ínfima da natureza,
constam ratos, baratas, insetos e répteis
Sem a mínima dignidade,
reles existentes insignificantes
como fungos, bactérias, vírus
ácaros, nematóides,
nocivos e causadores de dores imensuráveis,
o que é pior: prejuízo e morte
Nessa hierarquia perversa,
da patogenia invasora espontânea,
ei-los, os abomináveis,
monstros cruéis,
sorrateiros, muitas vezes,
invisíveis, portanto,
traiçoeiros...
Certo, comprovadamente, causam
terríveis infermidades
Mas, aqui também podemos falar das infernidades
estas provenientes, nada espontâneas,
de agentes bem conhecidos, visíveis e
igualmente nocivos; humanos e seus filhotes,
feito ratos, baratas e ervas daninhas,
vizinhos
Proliferam e crescem com a mesma fome voraz
e destrutiva
Um vai dando sequência, consequência
e vida longa (ou não) ao outro...