sexta-feira, 25 de junho de 2010

Que falta faz um olhar aberto...

Brasil não ganha

Portugal não perde..

Empate?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Desembrulhando o caos




Assim parece



quando piscamos



ou bocejamos



basta, às vezes,



um espirro



e lá se vai a encosta



ao mudarmos de canal



cai um temporal



e carrega a cama de casal



uma buzina impaciente




freada brusca




avançando o farol quase vermelho




contamos no dedo




os que saem do acidente



dormindo



sonhando

desatarraxamos



o parafuso



a máquina quebra






e o papel de bala?






a latinha de cerveja?






a garrafa pet?






o copo descartável?



o toco de cigarro?






o rio enrosca






feroz






e cospe tudo em nós

Já passou pela sua cabeça

que o Planeta Terra

está cansado de nossa existência humana

nele?



















































































































































terça-feira, 22 de junho de 2010

Fogos, estrelas, frio, dança e fogueira


Muita pipoca

pé de moleque

quentão

paçoquinha

bolo de fubá

biscoito de polvilho azedo

cajuzinho
canjica
milho cozido
algodão doce

e Lá, dorme,

cheio de carinho,

São João Batista

e seu carneirinho

até que a cantarada

o foguetório

a alegria nos pés

da quadrilha

ao redor da fogueira

acordam o dorminhoco

e a festa esquenta

a benção de junho

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pés na estrada cósmica (e levantando poeira)


A caravana a caminho




do estamos e



seguimos:



Ele...vamos.



Levantamos rastros estelares



dos quais somos



o girar exponencial,


ciranda



de ímãs reluzentes


Por que?



Abrimos a clarabóia mental




estendemos as mãos



ao flamularmos o passaporte espiritual,




crença e lembrança da Casa constelar



Lá estão



nossas raízes fluídicas


em berço


Convergimos,



piscando em eternidade



ao azul imperioso do Cosmo infinito


energias



vívidas, crísticas, atemporais



solfejando emanações


música


sons


tons


tuns




O que ouvimos quando


rastelamos nossa consciência



adâmica


na cor de nossas cores


ao solo Terra,



fio por fio



palha por palha


grão a grão


sementes


timtim por timtim


pavio de atavios



renovando a centelha




lúcida,




filigramas metafísicos

Somamos:



Todo em UM




Nada pródigos




apenas latentes,




distantes e próximos,



saudosos,



sedentos,



exaustos,




quase náufragos de nós mesmos,




descascando o peso da matéria,




para desamarrarmo-nos




da gravidade espessa.




Alçamos o vôo liberto para o colo Mãe



com o nosso arrependimento,




um acalanto de Perdão.










domingo, 20 de junho de 2010

Bola à pelota, senhores


Lisa

arisca

traiçoeira

matreira

redonda

quadrada

molhada

oval

carrasca

carinhosa

manhosa

vistosa
amiga
inimiga

cheia de dedos

não importa

a seleção verde amarela (azul e branco)

canarinho

deve entrar em campo

e tratá-la como tal, ao toque mágico dos pés,
chuteiros

- jogar FUTEBOL brasileiro.