segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pés na estrada cósmica (e levantando poeira)


A caravana a caminho




do estamos e



seguimos:



Ele...vamos.



Levantamos rastros estelares



dos quais somos



o girar exponencial,


ciranda



de ímãs reluzentes


Por que?



Abrimos a clarabóia mental




estendemos as mãos



ao flamularmos o passaporte espiritual,




crença e lembrança da Casa constelar



Lá estão



nossas raízes fluídicas


em berço


Convergimos,



piscando em eternidade



ao azul imperioso do Cosmo infinito


energias



vívidas, crísticas, atemporais



solfejando emanações


música


sons


tons


tuns




O que ouvimos quando


rastelamos nossa consciência



adâmica


na cor de nossas cores


ao solo Terra,



fio por fio



palha por palha


grão a grão


sementes


timtim por timtim


pavio de atavios



renovando a centelha




lúcida,




filigramas metafísicos

Somamos:



Todo em UM




Nada pródigos




apenas latentes,




distantes e próximos,



saudosos,



sedentos,



exaustos,




quase náufragos de nós mesmos,




descascando o peso da matéria,




para desamarrarmo-nos




da gravidade espessa.




Alçamos o vôo liberto para o colo Mãe



com o nosso arrependimento,




um acalanto de Perdão.










domingo, 20 de junho de 2010

Bola à pelota, senhores


Lisa

arisca

traiçoeira

matreira

redonda

quadrada

molhada

oval

carrasca

carinhosa

manhosa

vistosa
amiga
inimiga

cheia de dedos

não importa

a seleção verde amarela (azul e branco)

canarinho

deve entrar em campo

e tratá-la como tal, ao toque mágico dos pés,
chuteiros

- jogar FUTEBOL brasileiro.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O mago dos textos ácidos e corrosivos, embora belos


Não fui de 'saramargar'

mas pinçava frases completas

em alguns livros de Saramago

dessas de embrulhar com fitas

charmosas o estômago ao revirá-lo

Elegante, irônico, satírico.

Um mago do bisturi literário.

Pouquíssimos o são. E foram.

Raro e quase completo,

se não o fosse.

Não era a minha cabeceira

nem poderia dormir

com aquele ruído todo.

Lamento que uns se vão , tão necessários

enquanto outros, nem matando

terça-feira, 15 de junho de 2010

África do Sul: cautela e caldo de vegetais, sem vudus,facões e fauna nativa na panela


o cerne está verde




a essência ao clima resseca




pás de cal sufocam a temperança






- pintam de branco o que não é




a igualdade diversamente sonha




a cultura exala odores de feras e etnias




a iniquidade insepulta, embaralha dialetos




feito nacos de esqueletos pontuando trilhas




a verdade ainda emite gases




hoje, arrota-se euforia






e o jeito,






como no passado, é balançar-se






cantando o atraso




- são negramente coloridos




e sonoros






os filhos da escravidão -






escravos de si ou ti , ainda, o são.






nasce, nasce, nasce






e não renasce o






continente que ruge e , de novo, abocanha mais grilhão






a savana gruda no vento amargoso




e quente




feito hálito amanhecido

a carne do abate e caça


ressentida


se enfraquece




pendurada no gancho modernoso




da vitrine, dos galhos, das cercas, das fronteiras


a contradição se arma até os dentes


e os crimes, contra a própria evolução,


rendem à economia da ilusão,


o consumo turístico, de ocasião


no mais, bebe-se o sangue do safári


também humano...








































































Hoje é hoje

em campo
decantam-se cantados
cantam-se decantados
encantam
os encantados
vamos , Brasil.