quarta-feira, 3 de março de 2010

o colapso do caos em milésimo de segundos

estamos cara a cara
com a face de muitos séculos
convivemos com suas rugas


seus resmungos


humores em constante oscilação


ainda que façamos


o ricto do sorriso


nada a satisfaz


porque


quando nos devolve o olhar


milenar


nos vê


em máscaras


o perene pincelar grotesco


de nossa hipocrisia


em ação

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quem não conhece o 'Bequim du Butiquim' ? Endereço itinerante, flutua entre as Ruas Jorge Tibiriça, Campos Salles e Sítio da d. Naila e o seo Luiz







Primeiro, um sorriso




depois o abre alas



aí, os mestres


que se fazem de garçom


e garçonete


espanam



a cadeira,



volteiam a toalha



como toureiros,




a mesa se prepara




alegre, colorida e limpinha



Chega a freguesia



faminta




com sede




vontade



alívio




cansada



para lá e para cá




à caça da legítima pilsen gelada




que põe gosto no cardápio




apropriado



com sabor criativo



variado



que leva cheiro




e tempero de cozinha





a todo vapor



levitando







em dilúvio de sabor


aos pratos


transparentes


Quem não aguenta


a fermenta


pede o vinho


suadinho de frio


no calor


safra surpreendente


Para outros


mais afoitos


um decano


cheio de malte e pedras


de gelo filtradas


Cozinha em tradição


em que a mãe


com certeza bota a mão


e tudo vai ao agrado


da clientela cada vez mais exigente


- isso é que dá ter parente....





























































domingo, 14 de fevereiro de 2010

fevereiros de reverencias à irreverencia carnavalesca


Saem dos armários e baus

personagens ridículas

caricaturas

segredos maquiados

máscaras

fetiches

almas penadas

uma dor de cotovelo bem guardada

cobras, sapos e lagartos

saem memórias desmazeladas

outras inusitadas

algumas descabeladas

mentiras

deslavadas

a falsa castidade

saem do esconderijo

paixões recolhidas

desejos embolorados

cacarecos

restos

sobras

retalhos desenganados

inicio, meio e fim

desencontrados

infancia perdida

a sombra e a luz

esperança renovada

histórias de amor e dor

cantadas com ironia

alegria

ousadia

maestria

por quatro dias

o bloco da redenção

despertada




sábado, 6 de fevereiro de 2010

avenida brasileira do samba, o maioral

Nem bem chega o carnaval




e tu já levanta poeira






tu é muito rueira





minha nega




não pode ouvir o batuque






e já sai no costumeiro




rebolado




e rebola




rebola


os pés bem afinados

com as cadeiras

tua fantasia

sai do cabide

na maior alegria

assanhadeira

no gogó o refrão decorado

na pedra, asfalto, areia






chinelinho, sandália, descalça




de toda maneira

requebra






requebra




na zoeira
o samba engraxa o molejo
refresca a moleira
faz brincar feito criança
teu suor caramelo
incendeia qualquer temporal














Fevereiro em dose dupla


Arco iris
no Bosque das Juritis