sábado, 12 de dezembro de 2009

Ei-la, solidão lunar, odor da noite

não é aquela de sondar
temer
imaginar
nem querer
é aquela centímetra
que põe nosso ser às cegas
claramente
quando queremos vaguear
e tropeçamos
sem a nossa bengala emocional
e seus truques de naipes
de peças xadrez
nos expõe à surdez
de seu nu reluzente
nossa idéia mínima
de que é intrínseca
a ferida
sob uma tênue luz
se machuca
mais
quando a lua gestacional
se liquefaz

A Beleza das Águas

Se bebe
se banha
se sonha
se vive
se sabes a água
sabes
que também a descreve
a margem

Pós-histórias tortas e equivocadas

Pouco depois
de todas as idades
estão ao relento
os intocáveis
da humanidade
que, agora, se calam
Desalmados, pois.
Tateemos nossos
corações
e os veremos
malditos
eles se vão
com malas e histórias curtas
Eis a visão da visagem
Abre-se o portão
a passagem nem sempre
se faz de forma tranquila
há bagagem
que ficará pesando no caminho
Por que?
Há muita roupagem
para uma só
personagem

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Amadores Catedráticos do Empirismo

Ah, eles se autoflagelam
com os espinhos da perfeição
quasímodos do conhecimento
perdigotam teorias
matemáticas
sem a mínima geometria
não se importam
de que lado estão
são cartográficos
desde que com instrumento,
sabe,
sem saber,
são o são...
hastes pontiagudas
da gentileza
línguas que lambem feridas
- campo
estéril de contaminação
inclusive intelectual.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Não me dei bem no paraíso, há muita filosofia nele...

Paraíso,



ora, é o mesmo inferno,



de sempre



Dizem os ''filósofos' contemporâneos,



aqueles 'diplomados'


em faculdades como as de qualquer


terceirão


- juro, tem faculdade para tudo:


é o espelho do espelho do espelho



Aquele que diz quem você é



de prontidão,



você mesmo,



aquele ser à esmo,



indecifrável



devorado e vomitado por quem?



você mesmo



e lá vem ele, com o jargão catódico,



gago:



eu? não! sou apenas um filósofo



contemporão....



lógico que não me olho no meu



olho-espelho



não me vejo



porque você



está entre mim e eu



e o que não almejo



....então,



eu solfejo,



no embate da


gente, ajoelho


e isso não é rima não


é atentado na têmpora


da subjugação


já o crer é uma aberração


e descrer é uma

maldição


e seus sofismas,


aneurismas,


teoremas,


ênfases e palavrórios


teia do imbrólio,








Enquanto humanos


na advinhação





mandrakes da história





e seus efeitos especiais