quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Praxis e Preghiere


Por que



oramos à pratica



e não praticamos ?



Falamos e não nos ouvimos



embora a distância



entre um e outro seja mínima.


Quem é você?


Eu sou


ora...,


você.


Pois, me dera,


nem tanto.


Agora,


por exemplo,


ouço Amy,


bebo champagne,


meus pelos se arrepiam


com as péssimas notícias


da Itália Transexual ,


do meu time Palmeiras


(aquele, palestra,


agora, que bosta,


que horror!!!)


Parece ruim,


mas, não estão


no ápice, pior mesmo


- mirem seus reflexivos órgãos


dianteiros:


tsunami em SC,


tornado em Ribeirão Preto,


40 graus no Sudeste.


No meu pórtico


passam um a um


Acho melhor


se cuidarem.


Não passa, não.


Se Não forem


os que estiveram


à míngua


de tudo que é


em vão....


















terça-feira, 17 de novembro de 2009

mangiatoia


água

sal


capim


sombra


linho


couro


madeira


estrela


incenso


ouro


mirra


trigo


vinho


azeitona


cordeiro


pedra


no olho


do vizinho
















Tudo está lá fora aqui dentro

Deito-me e digo:
- amanhã farei tudo que é preciso
Acordo e falo:
- amanhã farei o que não consigo
hoje
E sigo
com o dia lá fora
aqui dentro comigo
como se fosse
um amigo
sem saber
que cada minuto
dessa hora
acontece
também
no
prato
do inimigo
sem o mínimo
pudor
de estar
bem ou mau servido
É assim
dar conta de tudo
no futuro
se o tudo nem se dá conta de mim?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Interior aos recônditos 60' se não fosse agora

Grilos

aleluias

borboletinhas

besouros

ao som fantasmagórico

de uma

vozinha forte

de Dinah Washington

ao fundo

de numa noite

e seus coriscos

ao ilusório

na rua, jaz em pleno movimento

a partenogênese

quente e grudenta

vadia em cães,

gatos,

pulgas,

carrapatos

um papel de bala

sujo

na sarjeta

uma penca de erva daninha

toco de cigarro em série

pedriscos

de sapato chulé

um treco

de existência
sedenta
arranha a memória
vazia
chia
feito casa assombrada
e fria
qual porão de navio
pirata
que balança no revolto
crespo
da tempestade sombria
é madrugada
sem companhia
até
teias aracnideas
desenhando a face
urbana
de periferia
sem impasse
como um jardim de mato
prestes
a ser degolado
pelo cortador de grama....











Gueguê,codinome Greta Garbo, com olhinhos de jaboticaba


te conheci e te amei
também ao seu fiel escudeiro
orelhudo
imediatamente à sua 'mãe'
humana
você
díspare nos pares

guerreira suave

botequeira

doce do planeta

carinhos sutis

como sutil é sua existência

dentes afiados

à mostra no momento preciso

como um sorriso

clara às claras

pedacinho de sol

um afago

de rabo

abana meus temores

um balançar de orelhas

brisa como beijo

para os olhos

Gueguê

que mundo cão

para você

tão rueira

tão companheira

patinhas

como asas de anjo

libélula

recuse esse caminho

como destino

seja a matéria

dos seres de crédula

luz