sexta-feira, 4 de setembro de 2009

de vez em quando, para sempre, como o mar lavra o arrecife, como o arrecife rasga o mar

às vezes, corto-me em tirinhas
outras, desfio fiapos de mim
em poucas, escorro-me pelas sarjetas
quase , quebro-me em caquinos
sempre colo uns pedacinhos
no interim
como estilhaços -
bagaços
ameaços -
nuns espacinhos
de
trajetos
mobiliados
de setinhas
estiradas
em
espiraiszinhas
infimas
intimas
com a destreza
em curva
de um espadachim

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um piscar em Brilho Neon

Qual é a fonte da piedade,
alguem sabe me dizer?
e do ódio...
da amargura...
da fome...
da cretinice?
Ao mencionarem o bom
há um constante alcunhado:
de beocio, de ingenuo,
candido, desavisado,
amador, tolo
Como se não cabesse
em nós o estado bruto
Sinuezas da espécie
in natura e seus
hipoteticos
assim como dialeticos
adereços
de carater intrinseco.
Ao mal juntam-se o genial
o astuto
o fenomenal
a inteligencia
diabolica.
Presumo que o bem seja
bem estupido.
Compreendeu?
Faça-me um favor
alias, compro-o,
dê-me migalhas de pão
em neon
para que encontre o caminho
de casa.
Não vomite no meu
estilo
Vá babar no colo
do seu dono.
Já pisquei uns
segundos de cérebro
e senti a lua uivar

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A esmigalhação humana do indivíduo universal sob o Bico de Alicate, Papagaio Testamenteiro

They Shoot Horses, Don't They? 1969 (Sydney Pollack)
Bless the Beasts & Children (1971) Stanley Kramer

'LITTLE MURDERS,' JULES FEIFFER'S 60'S SATIRE 1971

Equus, Peter Shaffer, 1977

Alguém já entrou numa sala de cinema

com certeza

para assistir a um desses filmes.

Nem imagino que não.

Mesmo que tenha sido

num sofá dentro de casa.

Sem apelação.

E, pasmem, nem a casa nem o cinema

cairam...

Deveriam, mas

algo saiu fora do eixo

e o aborto da humanidade

vazou pela culatra

Tambem nem imagino alguem

conceber outro ser

se me lhan te

e achar isso

nor mal....

Por que?

Pensemos:

seu ventre não é de deusa

seu espermatozoide não é super herói

sua cria não será di vi na...

Precisa mais?

Então

nem acredite...

Apenas aceite

o coice da vida

e

cumpra o seu 'inusitado'

compromisso com o plural

nada singular

Sua decisão

seu ventre

seu semear

sua conta

seu gasto

Não meu e de ninguém...

Assim como é o seu cachorro

a sua cadela

o seu lixo

a sua ação

a sua crença


a sua existência

o seu problema

a sua privada

a sua cozinha

a sua cama

a sua escolha.


E, por acaso,

a droga da sua vida

em droga,

talvez...



























Labaredas de gelo em combustão

Chove-me tua hesitação
teu pé descalço
teu semblante caseiro
teu repentino coração
Incendeia-me teu atição
teu jeito sem freio
quando vai ao encalço
de ti mesma
de supetão
Areia-me tua percepção
teu bussolar sereno
teu solo jipeiro
em geografia de vastidão
Rarefeita sem sustentação
planeio em falso
em sopro baloneiro
vou de joelhos no teu etéreo
arrastão....

Leilão do Bem

Receita-me os males
De onde eles vem
Se aos pares
Se de alguém
A quem os convem
Me fale dos males
e seus tales e quales
Coma-os
Faz bem
Cultive-os tambem
crescem zen
Maldiga os males
São todos ninguem
antes que o alcancem
De tudo que faz bem
Trate-me dos males
a centímetros aquem
de curar-me idem
Jogue-me aos males
curam nenen
quem sabe
quem
se são a chave para alem..