domingo, 30 de agosto de 2009

Maria Linda Ronstadt,Virginia Patterson Hensley (Patsy Cline) e...

Uma menção relâmpago
às personagens musicais
que não me largam
falando sozinha
e que me são
enormes diferenciais
num quotidiano
de sons banais:
Boleros e Rancheras
I Fall To Pieces
Promiscuous Girl (Nelly Kim Furtado)
I'M OUTTA LOVE (Anastacia Lyn Newkirk Newton)
APOLOGISE (Timbaland ft One Republic )
Diana Krall
No Regrets Coyote and Amelia, Joni Mitchell
Madeleine Peyroux
Paula Toller
Devolvem-me na mesma intensidade
sonora,
rebentos como Yamandu Costa
e
Nicolas Krassik
sem a tirania eletrônica

Náufragos de Cuba desengarrafados

Agora que as garrafas
literárias de Cuba
lançadas em terra
ao mar de solitários
talentos
chegam aos jornais
de silício.
E quebram-se em múltiplas
letras
idiomas
... até dispostos
a percorrer
aquele calvário hipnótico
do cordeiro e o lobo.
Quem saiu da goela de quem?...

sábado, 29 de agosto de 2009

Disappear...

Meu amigo,
às vezes, fingido
outras, redimido,
não menos ruim
que qualquer um,
bom demais para ser mais um
- está em quietude de vocálulo
há uns pequeninos anos!
Fomos colegas de redação
na filial da Gazeta Mercantil
em Ribeirão
Imagem deixada: louro acastanhado, olhos verdes-claro
camelo da notícia, propagador informal de verdades
Saimos daquela veia jornalística.
Depois disso,
ainda esbarrávamos nas esquinas
mesas
e através de ligações via terceiros
Menos mal
De repente, assim bem lentamente,
me volto à ausência, mortal, moral, factual
não fatal, de Nelson Carrer Jr.
'Cara,
tchan!'
Faça sua aparição.
Cresceu a barba
deu preguiça
isentou-se da reta
cansou do vulcão.
Free lancer
festa de peão
usinador de turbinas mídicas.
Cara, tem cerveja gelada em casa.
'Dê o ar da graça'...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Humanaves x humanadas

Zona sul em Ribeirão Preto

SP/BR

camisetas de grife

estampam mensagens

quaisquer

Do alto ao térreo

tênis luminosos

e suas plataformas de decolagem

para a largada do rebanho:

moradores em bando dissimulado

andam do mesmo jeito apressado,

correm pelas avenidas

para ganhar do colesterol, impotência,

gordura localizada, depressão.

Em suma, infelicidade e fracasso.

Mesmo aqueles 'em alta,

vão atrás da 'saúde do milênio 21'

gordos, magros, assustados,

nem sabem o que fazer

Correr, correr, correr,

na moda de viver

Lá em casa,

fazemos o sofá em dueto com o cachorro

água gelada, vinho

café, canela, chocolate amargo

devagar

caminhamos,sim, por aí,

frequentamos becos e buracos,

fronteiras, altos e baixos,

humm...and so?

abrimos janelas

às vezes, a porta

e deixamos o perfume de auras

rondar corredores (outros)

Ligamos a TV a cabo

acendemos o cigarro (e incensos)

- são perfumados

Baforamos a semana

que não nos mete medo

Na cozinha-sala, um variado

cardápio molecular de idéias

Vasos plantados

na sacada

a postos como livros

- cultivados e apreendidos

Já é calor de novo.

Sexta-feira,

a noite cresce

Urbanos noturnos

migram para bares, botecos, balada

outros babados

Voltam sem rumo

bêbados, chapados

mamados, cheirados

Chegam, sim, a algum lugar

Sei lá

Ah, e os óculos escuros?!...

Cada vez maiores

até mesmo à noite.

Não se escondem, apenas impossibilitam que vejam

a si mesmos. Óbvio e daí?

E continua assim a famosa Zona Sul

ilhada nos muros , em oásis de areia concreta

ladeada de palmeiras oníricas

como as suites

Lá fora , um éden fictício:

jardins sem bancos...





































quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Olha lá os 'infantoches' da submissão

Por certo,

pensas que teu camisolão branco

não mostra a sombra do teu corpo

manchado do sangue inocente

e que tuas sandálias rústicas

passam desapercebidas

pelas vielas milenares

e não deixam rastros

singulares

como os das serpentes

nas areias.

Por certo, crês que o mal

está do outro lado

da muralha

e esta o torna indefeso,

a mesma que esconde

a tua verdade

de ti mesmo.

Do outro lado

lá está emoldurado

o equívoco

a visão distorcida

se não aquela que sai de dentro

do teu coração

se não o próprio reflexo do teu medo

num espelho caleidoscópico

De fato, acreditas numa escuridão

ocidental

à espreita do teu sol

quando o primitivo ainda

habita o sombrio

beiral da tua mente

quase infantil


Por que fechas as janelas

da tua morada

se te cobres

da cabeça ao chão

com o véu negro

de quem não concebe

o perdão e

tens nos dedos

o riste incendiário

da vingança?

Qual criança.

Cala com tua face de obediência letal

a presença da mãe luz

aquela que pode acender

até o mais ínfimo esconderijo


e

volta as costas

ao estender da outra

mão

Mesmo a noite tem seus olhos

brilhantes

e o dia traz a chama

da constante revelação.

Por que lerdas

em teu espírito a

libertação?