sábado, 29 de agosto de 2009

Disappear...

Meu amigo,
às vezes, fingido
outras, redimido,
não menos ruim
que qualquer um,
bom demais para ser mais um
- está em quietude de vocálulo
há uns pequeninos anos!
Fomos colegas de redação
na filial da Gazeta Mercantil
em Ribeirão
Imagem deixada: louro acastanhado, olhos verdes-claro
camelo da notícia, propagador informal de verdades
Saimos daquela veia jornalística.
Depois disso,
ainda esbarrávamos nas esquinas
mesas
e através de ligações via terceiros
Menos mal
De repente, assim bem lentamente,
me volto à ausência, mortal, moral, factual
não fatal, de Nelson Carrer Jr.
'Cara,
tchan!'
Faça sua aparição.
Cresceu a barba
deu preguiça
isentou-se da reta
cansou do vulcão.
Free lancer
festa de peão
usinador de turbinas mídicas.
Cara, tem cerveja gelada em casa.
'Dê o ar da graça'...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Humanaves x humanadas

Zona sul em Ribeirão Preto

SP/BR

camisetas de grife

estampam mensagens

quaisquer

Do alto ao térreo

tênis luminosos

e suas plataformas de decolagem

para a largada do rebanho:

moradores em bando dissimulado

andam do mesmo jeito apressado,

correm pelas avenidas

para ganhar do colesterol, impotência,

gordura localizada, depressão.

Em suma, infelicidade e fracasso.

Mesmo aqueles 'em alta,

vão atrás da 'saúde do milênio 21'

gordos, magros, assustados,

nem sabem o que fazer

Correr, correr, correr,

na moda de viver

Lá em casa,

fazemos o sofá em dueto com o cachorro

água gelada, vinho

café, canela, chocolate amargo

devagar

caminhamos,sim, por aí,

frequentamos becos e buracos,

fronteiras, altos e baixos,

humm...and so?

abrimos janelas

às vezes, a porta

e deixamos o perfume de auras

rondar corredores (outros)

Ligamos a TV a cabo

acendemos o cigarro (e incensos)

- são perfumados

Baforamos a semana

que não nos mete medo

Na cozinha-sala, um variado

cardápio molecular de idéias

Vasos plantados

na sacada

a postos como livros

- cultivados e apreendidos

Já é calor de novo.

Sexta-feira,

a noite cresce

Urbanos noturnos

migram para bares, botecos, balada

outros babados

Voltam sem rumo

bêbados, chapados

mamados, cheirados

Chegam, sim, a algum lugar

Sei lá

Ah, e os óculos escuros?!...

Cada vez maiores

até mesmo à noite.

Não se escondem, apenas impossibilitam que vejam

a si mesmos. Óbvio e daí?

E continua assim a famosa Zona Sul

ilhada nos muros , em oásis de areia concreta

ladeada de palmeiras oníricas

como as suites

Lá fora , um éden fictício:

jardins sem bancos...





































quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Olha lá os 'infantoches' da submissão

Por certo,

pensas que teu camisolão branco

não mostra a sombra do teu corpo

manchado do sangue inocente

e que tuas sandálias rústicas

passam desapercebidas

pelas vielas milenares

e não deixam rastros

singulares

como os das serpentes

nas areias.

Por certo, crês que o mal

está do outro lado

da muralha

e esta o torna indefeso,

a mesma que esconde

a tua verdade

de ti mesmo.

Do outro lado

lá está emoldurado

o equívoco

a visão distorcida

se não aquela que sai de dentro

do teu coração

se não o próprio reflexo do teu medo

num espelho caleidoscópico

De fato, acreditas numa escuridão

ocidental

à espreita do teu sol

quando o primitivo ainda

habita o sombrio

beiral da tua mente

quase infantil


Por que fechas as janelas

da tua morada

se te cobres

da cabeça ao chão

com o véu negro

de quem não concebe

o perdão e

tens nos dedos

o riste incendiário

da vingança?

Qual criança.

Cala com tua face de obediência letal

a presença da mãe luz

aquela que pode acender

até o mais ínfimo esconderijo


e

volta as costas

ao estender da outra

mão

Mesmo a noite tem seus olhos

brilhantes

e o dia traz a chama

da constante revelação.

Por que lerdas

em teu espírito a

libertação?






aquarela brasilis inzoneira

O mineiro Ary Barroso
criou há 70 anos
um Brasil em aquarela
e música
todo inzoneiro

A surpreendente grandeza do pequeno


20 segundos para um

fulminante ataque a gol

logo no início da partida:

coisa de 'abelha' do interior

paulista

Entre os maiores times

da série A nacional

aponta-se o pequeno

valente

Barueri.

Agremiação que não enche

a boca gritante

do narrador de grande mídia

porque este torce

escandalosamente para

a equipe da massa

que tem o lipoaspirado

titular na arquibancada

com renda fenomenal.

Fenômeno, mesmo,

é o Val baiano,

artilheiro do campeonato,

quase anônimo,

ensombreado por um gol

de longe e veloz,

desses que muitos fazem

em qualquer peleja,

mas rende, dá audiência

com o indulto da benevolência

contra o seu exímio faro de goleador.

liga,não, 'abelha',

vai zunindo aí...
(Barueri 2 - um terceiro gol anulado...x Corinthians 2)