
Desde cedo
lá vem o Pedro
pra tudo quanto é lugar
de correr
e brincar.
Meio medo
meio fuçar
cheio de dedo
topete desarrumado
cabelo preto
branquelo
parece de brinquedo
Lá vem o Pedro
de lá para cá
solta pipa
rabeia
pipoca
perneia
balança no arvoredo
come miolo de pão
faz correria com bezerro
vai de colo em colo
feito pião
Lá vem o Pedro
moleque
que se aquieta
no sofá
joga linha no açude
faz de conta
de pescar
futrica
feliz da vida
com língua comprida
cheia de doce
e bobagem
Pedro, Pedro,
estuda, estuda
agora
cresce junto
com a coragem.
Estufa o peito,
não azucrina,
mergulha na piscina
e vai depressa
andar de bicicleta.....

a belafera
a ferabela
barbarela
dessa era
ela!

Assim éSão JoséeuclidianaVai ao largolivreo Rio PardoAo pédo Redentorno topoda montanha
Tudo começa na cozinha,aquela bacia de almas
levinha,
num chão de tijolos.
Chegam os Fagiolo.
Augusto
Andrade Carrato
Cruz
- cada um com a sua luz.
Temperada
animada
cheia de cor e sabor.
Pescadores
amadores
de tilápia
congelada.
Salmão
na casa
já com o fogão
na brasa
pimentão
amarelo
vermelho
tomate, cebola, alho
pedrinhas de sal
salsa
cebolinha
para cutucar
pimentinha
dançando no dendê
leite de côco
caminha
à grelhar
em centelha
inspirada no tete-a-tete
casual.
Começa o dia
ímpar
de alegria.
era uma vez
um rei humano
deslizante
afroamericano
magro
que vivia
saracutiando
pelas cifras
e sifras
midiantico
não dormia
não vivia
assombrado
assombrando
só comia
opiáceos de porre
me acudam
da overdose
dessa letargia
- jazia em canto
e desencanto-
vocalizando,
na ponta dos pés,
rouxinóias