domingo, 12 de julho de 2009

Os Fagiolo, Augusto, Andrade Carrato, Cruz e Silva. Menu de abertura

Tudo começa na cozinha,

aquela bacia de almas

levinha,

num chão de tijolos.

Chegam os Fagiolo.

Augusto

Andrade Carrato

Cruz

- cada um com a sua luz.

Temperada

animada

cheia de cor e sabor.

Pescadores

amadores

de tilápia
congelada.

Salmão

na casa
já com o fogão
na brasa
pimentão
amarelo
vermelho
tomate, cebola, alho
pedrinhas de sal
salsa
cebolinha
para cutucar
pimentinha
dançando no dendê
leite de côco
caminha
à grelhar
em centelha
inspirada no tete-a-tete
casual.
Começa o dia
ímpar
de alegria.











terça-feira, 7 de julho de 2009

micose hipnotica

era uma vez
um rei humano
deslizante
afroamericano
magro
que vivia
saracutiando
pelas cifras
e sifras
midiantico
não dormia
não vivia
assombrado
assombrando
só comia
opiáceos de porre
me acudam
da overdose
dessa letargia
- jazia em canto
e desencanto-
vocalizando,
na ponta dos pés,
rouxinóias

domingo, 5 de julho de 2009

tem uns que acham que nasceram sabendo..adoro os que nascem voando, papagaios.

Nem vou me preocupar ?
- lógico que vou-
teço minha tese
como tricot
peço
em oração
a minha prece
urgente
tangente
às pressas
a todos
de antemão
que tenham coração
ajoelho-me
ante vós
poupem os papagaios
amem
os papagaios, macacos, bicho-preguiça,
tamanduá, boto, sabiá, beija-flor, canário etc
da minha floresta
- o que nos resta
Fumem seus baseados
cheirem sua cocaína
acendam seus cracks
mantenham seus assemelhantes
assemelhados
matem desassemelhados
façam o que quiserem com
o não são
quem se importa?
vocês são coiós, mesmo
comem sem saber
bebem sem sentir
pagam para isso
e nem...
mas, por favor
deixem meus papagaios em paz!!!!!
suas matracas
suas penas coloridas
sua inteligência sabida
sua alegria de voar
sua beleza impar
Destruam suas florestas
aprisionem seus nativos
vão ao retro
indignos!
Salvem seus carros
seus escarros
Seus metrôs
seus mendigos
Salvem suas cotinhas
de existência
seus cocôs
Suas guerrilhas de porcarias
seus timecos
com a bolinha rolando
seus afãs
afanãns
sua vidinha
preconceituosa
de cor
globalizem seus quintais
seus lençóis
seu plano de saúde
seu cão
sua sogra
sua frustração
em outro lugar:
à venda a Lua, Marte, Júpiter
sentem-se, confortavelmente,
na poltrona ejetável.

Brasius bandeira

Tu ves

Vos vedes?

em verdes

Não?

então
enveredes

nos meus matizes

de um países, Brasius,

por uns trizes

um singular plural,

todo continental

de magnatrixes

deslizes
esquisitices
um povareu de tristes
mas ao todo
felizes
Pa ra do xal















Tremei , pernas de pau, lá vem o GR Barueri (SP) 2009, since 1989


Há quem vista a camisa
torce pelo time
até morrer ou matar
Mas, estou falando de viver
até mesmo surpreender
apreender
pois, esses, já provaram
que situação escabrosa
torcida escandalosa
violenta
não sustenta paixão
só sinaliza
que nada há de bom
debaixo do moleton
com o brasão
Lá vem o benedetto Barueri
paulista
pelas tabelas
com fome de grama e tela
que balança a rede com
o gol
Doce futebol,
peladona, várzea,
segundona,
os primeiros entre os últimos
desponta numa correria
de zebras
assustam
anônimos
são sinônimos de acertar
a peleja com os maiorais
enfrentam os demônios
cheios de placar