por sorte
estava ali
aquele naco
de espaço
que
necessariamente
não era a melhor parte
mas, era
certamente
um vislumbre
de porta
como fruta verde
no pé
como uma mentira
lavada
que soa
uma meia-verdade
meio
c'est fini
a tragédia
lida
não vivida
assim,
a notícia do dia
vai
aleatoriamente
sem ser
investigada
conferida
ora, não torça o nariz
eu
- e você? -
nada mais que um mero aprendiz
Fragmentos de uma existência inconformada, abduzida pelas letras e seus sentidos . Um periscópio sideral sob o manto encarnado.(by Lúcsia/ Lúxia e sempre José Riviti)
sábado, 4 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Silêncio
às vezes,
uma voz contundente
se cala
de repente
esvai-se sua harmonia
sua poesia
sua musicalidade
sua verdade
sua força
inegabilidade
ainda ao reverberar
seu impassível silêncio
ressoa
em luzes
pela impassível
eternidade
quinta-feira, 2 de julho de 2009
água roxa
Ribeirão Preto
desemboca aqui
sob o canto
madrugador do
bem te vi
sua ribeiragem
reluz em anel
de verde canavial
a margem rubra
arde em álcool
açucar
sedimenta
de vez
o café mogiano
a via férrea
e boiadeira
derrama-se
em estouro
sobre
o aquifero
Guarani
quarta-feira, 1 de julho de 2009
adoro precedentes, principalmente na política
Tento conter o riso
depois da lágrima
que desenha o ricto
da dor que lava
a face
ora, que disfarce
do impasse
não há nada de novo
e, sim, novo.
Mesmo nas lonjuras,
me admiro com a reação do
povo do Irã e de Honduras.
Desmascaram a falsa democracia
sem a mínima hipocrisia.
terça-feira, 30 de junho de 2009
meio da noite ribeirãopretano
Minha vigília
pontilha
um berço
delicado
cheio de pespontos
alinhavado
que levo
aos tragos
É a Cervejaria Colorado.
Assinar:
Postagens (Atom)