sexta-feira, 26 de junho de 2009

contagem retro-progressiva do amanhã-ontem:receita de motoserra com fiapos de árvores centenárias ao caldo de nascentes benzidas ao luar, flambadas

Primeiro, abra um pote de conserva de lavas.
Bata bem
Depois, adicione erupções (cuidado com o nariz e o olho...)
mexa o breu (reserve a fumaça densa,
em algum canto inexpressivo da casa...)
deixe em banho-maria os dias incendiários,
com botox,
enquanto dá o ponto na massa de pântanos.
Surte, pulverizando com SOx
umas pitadas de NOx
mais umas gotinhas de CO2;
neste processo , haverá gases e borbulhas
ácidos.
Para acelerar o ponto,
segredinho básico,
use à vontade temperinhos
apimentados, porretas:
PM10, PM 2,5, COV, O3,
aqui, entra aquela farofa
pururuca de raios ultra-violetas.
Espere, bafore um cigarro e,
ainda com máscara,
sem engasgar,
leve tudo ao liquidificador: acrescente
cautelosamente
tornados, tsunamis, terremotos,
voçorocas, indústria armamentista.
Nada em excesso.
Coe bem, pode haver resíduos sólidos (e humanos...),
reserve embaixo do colchão.
Espere fermentar.
Bom,
.....resultado,
que enfado,
o Planeta resolveu
nos enterrar de
cabo a rabo.
Cansou de nos enviar a conta.
Sem sucesso.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Peter Pan virou santa??!!

E sua idade,
identidade?
Batman
Robin
cinto do sacode
e sua terra Nunca
Pode?
e sua varinha mágica
Bode?
e suas criancinhas
Fode?
e seus pelinhos negros
Pagode?
E sua raridade
Acode?
E sua
ida?
foge....

simpatias de junhos santos

Adoro a minha vida
não quero que ela
se mude de mim
e quero
que em mim
ela more
sempre para melhor
Adoro o meu lugar
não quero que ele se mude
sem me levar
e que essa mudança
longe de nos distanciar
se transforme
para nos aproximar
Adoro a minha cidade
onde me cabe
ela me acolhe
como campo de pouso
e decolagem
para o meu deslanchar
em nova identidade
Adoro o meu amor
novo
desafiador
antigo
desbravador
aceito
de peito
o descobrimento
instigador
Sou arredia à dor
Não existe rima
que combina
com o impor
de um bem que se tem
Me ausento do sofrimento
com este andor

terça-feira, 23 de junho de 2009

ventos : expiatórios ou espiatórios?


Há de chegar

afiado

feito pio da coruja

arrepiado

gemido ultrassonico

bemvindouro

de lambuja:

Atenado

embrionico,

o vento

de ventos.

Desenha

na áspera

musculatura

do Planeta,

como

uma caneta

garatuja,

a sua assinatura

Quem souber

acalentar,

dobre-os

em catas,

pegue-os,

como

borboletas,

liberte-os.

Espiar ou expiar,

deixe-os

ao momento.

Solte-os

ao vento.






segunda-feira, 22 de junho de 2009

muros-mundo

atrás daquele muro



existe o mundo



ao pé da roseira



flores de sangue



escuro



coagulado



a autopsia da periferia



é só agonia



néctar de letargia



movimento



violento



virulento