domingo, 14 de junho de 2009

onde paro, me deparo

herdar a natureza
ou o mundo?
nos lançamos ao futuro
mas, onde ele está?

Barbatana do Planeta, vórtice apocalíptico, deu curto na tomada do mundo

O dia passa zunindo
lá está o alfabeto,
todo em símbolos,
fórmulas, siglas,
equações
- parcial hegemonia
do intelecto.
Zum-zum-zummmmm
bo qui aberto
indo e vindo
o planeta inquieto
põe
à descoberto
fenômenos
de indizível
afonia

a trilha das Mercês com sua vigilante outeira em Tiradentes (MG)

Ao lado, um São Francisco, de ajoelhar
de outro, a benta água,
gargarejos com vinhedos
a 14 graus no quente
só por medo de errar
de endereço...
ou de não acreditar
o suficiente.
Por certo, concluo o credo,
penitente.
Crédula, certamente.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ecosmose

ouça os radares,
o deserto
cega
nossas pegadas,
descobrindo-as.
ouça os sonares,
o mar aberto
queima nosso abecedário
com uma pá de cal.
ouça as bússolas,
desnorteiam
nosso glossário
tecnológico.
ouça os sinalizadores,
confundem nosso
ciclo vital
clonando itinerário.
ouça o ouvir,
ouvir
ouvir
ou
vir....
apenas,
ouvir.
só.

domingo, 7 de junho de 2009

Queridos (as) amigos (as)

Belos e covardes
doces e audaciosos
tênues e fortes
boas e ácidas víboras
cândidas, desleais
De aço e água,
vidro e mágoa,
falsos, verdadeiros
avessos, reais.