Me ocorreu, agora, em solo brasileiro:
sem cair na cabeceira do campo de pouso.
Cadê o travesseiro?
Repouso .
Piloto. Arrume o prumo.
Tampe a garrafa.
Você, energúmeno.
Acenda a vela de criado-mudo.
Pois, sussurro:
...que isso não sirva de exemplo para outros aliens...
Sou dissidente de Capella.
Dicto presto:
Queimem todas as casas do MS
para que a natureza permaneça,
ilesa,
curativada,
acesa,
VIVA! E VERDE!
Vão assar porco e gado no roleta-russa....
Serve à Sibéria,
ou ao RS.
Lo mismo, para a Amazônia.
Queimem todas as barracas e moquifos, cafofos,
favelas depauperadas
sobre o rio.
Esqueçam o peixe pescado em vara
e abundem nos
carrinhos de lanche
hot-dog, salgadinhos,
lombo de boi,
farinha e farofa,
sifu.
Arranquem obturações de ouro,
da boca, já sem dentes,
desses insurgentes de dna fumbecado,
óculos ray-ban,
piercings, cós-baixo, cds sertanejos,
aqueles calções de copa do mundo de várzea,
que os aborígenes 'locais'
usam para se cobrir cafonamente
enquanto comem macacos, papagaios, tartarugas
ai, são gente...
Queimem
Canoas, sapés, cipós:
Pneus, garrafas pets, tvs
aparelhos de informática,
mapas-mundii,
relógios analógicos,
digitais, estrangeiros, não os estrangeiros:
língua trololó...
- arranquem do planeta
descendentes de darwin,
please!!!!
Sem a santa paciência.
De passagem, os rituais que não dão em nada,
em nome da ciência.
Fragmentos de uma existência inconformada, abduzida pelas letras e seus sentidos . Um periscópio sideral sob o manto encarnado.(by Lúcsia/ Lúxia e sempre José Riviti)
sábado, 23 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
manhã overloque

Carpir esquadrias,
roçar pneumáticos,
arar cerebelos.
São requisitos básicos para plantar e colher ruínas:
é preciso semear, aguar, cuidar, crescer junto com os seres medievais.
Agora, colher livros, idéias, receitas, canteiros, sombra, luz, música, pimenta, suor e saliva.
Adube a vida
edifique a língua de flores, sabores, cores.
Meio-fio de navalha encalhado

Casco de carne
ancorado no asfalto
a âncora de piche
plantada no betume
regada com concreto e brita
a luz de metrópole
grita,
não soa
no mastro a flâmula
pirata
de mundo baldio
arredio
um navio
esqueleto
de ossos e sangue
ancorado no asfalto
a âncora de piche
plantada no betume
regada com concreto e brita
a luz de metrópole
grita,
não soa
no mastro a flâmula
pirata
de mundo baldio
arredio
um navio
esqueleto
de ossos e sangue
quinta-feira, 21 de maio de 2009
em janeiros,simplesmente
... não estou enviando os parabéns adiantados,
talvez, quem sabe, cantarolados,
desafinadamente,
inconsequentemente
abalroados por alguma
manada de mamutes do gelo,
mas pode ser que você pique a mula no dia 15 (como sempre)
e enfie o pé na jaca em algum lugar desprovido de decência e roupas,
aparecendo nu naquela velha janela que tínhamos na década de 70,
escorregadia e sem parapeitos de putanas,
com o violão debaixo do sovaco,
- e!,não me venha com falsos pudores pendurados nas orelhas -
um belo e colorido cachecol sobre os ombros,
pintados à mão.
Se dê de presente uma bela e promíscua tatuagem.
Lembrei-me de você a semana toda devido àquela lambisgóia inglesa
(ou britânica ou galícia ou escocesa, valha-me Deus, sei lá)
denominada Julie Andrews,
que me fez assistir a uma overdose de filmes da mesma citada anteriormente.
Gargalhei a maioria deles.
Uma fina e inequívoca atriz híbrida.
Então, deixe suas sapatilhas de lado,
não use o batom, nem empoe o nariz.
Pode esquecer o esmalte.
Esvazie os cinzeiros e puxe a descarga.
Comemore bastante o a partir de hoje.
Overdose de bolo com guaraná.
E vá implorando aos céus
por nuvens brancas no horizonte
empoadas de nódoas
meretriz...
talvez, quem sabe, cantarolados,
desafinadamente,
inconsequentemente
abalroados por alguma
manada de mamutes do gelo,
mas pode ser que você pique a mula no dia 15 (como sempre)
e enfie o pé na jaca em algum lugar desprovido de decência e roupas,
aparecendo nu naquela velha janela que tínhamos na década de 70,
escorregadia e sem parapeitos de putanas,
com o violão debaixo do sovaco,
- e!,não me venha com falsos pudores pendurados nas orelhas -
um belo e colorido cachecol sobre os ombros,
pintados à mão.
Se dê de presente uma bela e promíscua tatuagem.
Lembrei-me de você a semana toda devido àquela lambisgóia inglesa
(ou britânica ou galícia ou escocesa, valha-me Deus, sei lá)
denominada Julie Andrews,
que me fez assistir a uma overdose de filmes da mesma citada anteriormente.
Gargalhei a maioria deles.
Uma fina e inequívoca atriz híbrida.
Então, deixe suas sapatilhas de lado,
não use o batom, nem empoe o nariz.
Pode esquecer o esmalte.
Esvazie os cinzeiros e puxe a descarga.
Comemore bastante o a partir de hoje.
Overdose de bolo com guaraná.
E vá implorando aos céus
por nuvens brancas no horizonte
empoadas de nódoas
meretriz...
Coloredes Mandiopãs (for Hivich)

Nada como nadar na chuva
principalmente as que chovem há um mês.
Sentir o bolor e a umidade da terra,
do chão alagado,
das paredes, do teto, das janelas,
das roupas, da noite, do dia.
Sinta em toda a sua vastidão molhada,
um céu carregado de nuvens de água e água.
Há natureza de sobra encharcada.
Mas, não pense que não percebi que você não compareceu no Natal e no Reveillon.
Também não ouvi seus coquetéis molotovs.
Nem ao menos um Parabéns a Você...
Creio que você percebeu que estou evitando conjugar verbos a partir da terceira pessoa.
Estou com ojeriza de terceiras pessoas.
Também não suporto mais ver as caras de figuras masterizadas .
Aquelas, midiáticas, cinematográficas, carimbáticas,
que gostam de
adotar negrinhos (magrinhos, raquíticos) e posar com eles no colo,
feito anjos brancos benfeitores
sanando o mal e negro africanos.
Como se a África não fosse a mãe também
da maioria todos nós,
sararás, cafusos, confusos,
mamelucos, malucos,
olhos verdes,
castanhos,
azuis,
cegos,
oblíquos,
puxados,
amendoados,
amontoados,
vesgos,
brancos,
vermelhos, amarelos.
Está com suas galochas inglesas?
Beijos áridos
Lúcsia
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