terça-feira, 28 de abril de 2009




De morte


A morte é para quem tem sorte?
A morte é para quem tem suporte?
A morte é para quem é forte?

Almalice (Garimpo em Diamantina -MG)

Alguém que lhe entrelace os dedos com nuvens
Alguém que lhe envolva os cabelos com a neblina da manhã
Alguém que abrace seu sonho feito menina pequena
Alguém que beije sua orelha como o sussurrar de um segredo
Alguém para afofar seu travesseiro como gatinha preguiçosa
Alguém para dançar sua música num vôo de trapézio
Alguém para rir inteiro de suas meias-verdades
Alguém para catar suas estrelas cadentes
Alguém para partilhar a conta do happy-hour
Alguém para surpreender com um café da manhã em plena tarde
Alguém para olhar no dia seguinte à sombra do néon
Alguém para escrever te amo com a ponta de um batom
Alguém para mentir que é tarde
E lá fora o desejo faz fila e arde
Alguém de corpo e alma que desabotoe sua blusa epidérmica e morra fênix entre suas pernas

Quem imagina?


Saia curta

Coxa grossa
canela fina
Sandálias de tirinhas
Para a menina

funk bailarina


Motel : este tipo de ‘presente’ eu dispenso porque quem sempre se fode é o aniversariante

Sevícias mentais paulatinamente


Quanto mais conheço os outros mais gosto de mim....Viagem egotripa
Tem faro mas não tem mira
Por que desengatou a vida?
Basófilos perecíveis
Essas pessoas têm âmago?
Data de vencimento vencida.



Pingos nos hiiii!!!!......


Nós somos os bastidores do Brasil
Consumir a vida sem elaborá-la existencialmente
Pequenices
Amadurices
Pioneiras + heroínas, babaquices
Olhar sem se ver e prover um futuro para gerações que ainda nem estão a caminho
Sentido envelhecido da palavra (nada avec)
Uma pá de gente que precisa ser ‘catada’ pela prática. Só têm teorias...
Às vezes não sobrevivo, apenas bóio

Que bosta que virou esta merda.
Comunidade : vida que vai de vento em popa tirando todo o prazer que há. Céus e marés em conjunção
Estou errada de cima a baixo.

Meu irmão é arquiteto e balonista intelectual
Cada um supera o outro concretamente, o que lhe confere surtos geniais ao redor do planeta
Para usufruir de suas obras vale um brevet ou voleios du cirque du soleil

TPM/Pilha/Curto-circuito/De rá


Amor de binóculo
Amor de óculos
Amor que nos resta
Me completa
De festa
De fresta
Não escrito na testa
Com sua sutileza, safadeza, realeza. Amor de sexta-feira quando a vida segue no ensaio
Tô no balaio


Cabo teleférico (escada interna para idosos de alma, cuja inocência está na lona de circo)

Rastrear almas
Esquadrinhar cada detalhe
Pele, Olhos
Mão, guarda-roupa,cozinha, quintal
Seu desejo esta em mim
O meu desejo está em você.

...arrancar com a língua o escalpo pubiano....

domingo, 26 de abril de 2009

Hai-hai...


Terraços-espelho

refletem a madrugada

nos dedos, cigarros

acesos

levam o dia

à baforada


Mi (n) to


Não disse a verdade

Inventei

A realidade

Vomitei

sábado, 25 de abril de 2009

Estilhaços alcaçus

Palhas de caiapós
Penas de Bororos
Camisa listrada sem o primeiro botão
Ao léu
Lixando as unhas
Dente sem mancha de batom
Sobrancelhas como adereço
Brincos de ouro e brilhantes
Em curva
Balas de alcaçus e chocolate
Copos de vodca ao gelo quase siberiano
Sofá de gorgurão
Janela com peitoril
Colt 45 na gaveta da cômoda
Retratos de cabeceira: pares de menina e moça.
A caneta envelheceu
Acabou o grafite
Secou a guache
Pavio só o de vela
Dorme o abajour
Elegante a ruga do meio sorriso
Ainda dentes de pérola
Chic a armação italiana
Olhos com estilo
Risca o fósforo da meia-idade
Fogo!Fogo!Fogo!

São micagens da retórica pós-neoliberal com a modernidade de síndromes em série

Tenho pressa?
Que bobagem
Assim, de passagem
Que ritmo
Alucina
A miragem?

rol da fama para uma amiga em dimensões 20/09/007



Asas em Levitação (Para Adriana Canova) 17:22
Sem estardalhaço
Jogo o laço
Me embaraço
Entrelaço
Altero o compasso
E curto passo a passo
Ameaço
Com um abraço
o amasso
Atiro-me em queda de braço
Desfio o arregaço
Sou plataforma de lançamento
Aí vou eu, trapezista do espaço.

Banzai-08/08/004 09:14

Clube dos Antônimus ®

Ali, no meio do caminho
Um minúsculo obstáculo
Aponta-se em espinho
À noite,
Assombra-se em cacto.
Um ninho de vespas
Acaricia sem sutileza
O curto-circuito, intacto
Da alma por trás de um
zíper de asperezas
como mandíbulas de formigas–de-fogo.
Considerar a reconstituição de nossa história
Será impossível.
Somos sempre amigos pós-futuro.
Temos limites impessoais ,
legado intransferível.
Até mesmo os à prova de pactos
de qualquer natureza inverossímil.

Luccia d. Troya ®