Palhas de caiapós
Penas de Bororos
Camisa listrada sem o primeiro botão
Ao léu
Lixando as unhas
Dente sem mancha de batom
Sobrancelhas como adereço
Brincos de ouro e brilhantes
Em curva
Balas de alcaçus e chocolate
Copos de vodca ao gelo quase siberiano
Sofá de gorgurão
Janela com peitoril
Colt 45 na gaveta da cômoda
Retratos de cabeceira: pares de menina e moça.
A caneta envelheceu
Acabou o grafite
Secou a guache
Pavio só o de vela
Dorme o abajour
Elegante a ruga do meio sorriso
Ainda dentes de pérola
Chic a armação italiana
Olhos com estilo
Risca o fósforo da meia-idade
Fogo!Fogo!Fogo!
São micagens da retórica pós-neoliberal com a modernidade de síndromes em série
Tenho pressa?
Que bobagem
Assim, de passagem
Que ritmo
Alucina
A miragem?
Fragmentos de uma existência inconformada, abduzida pelas letras e seus sentidos . Um periscópio sideral sob o manto encarnado.(by Lúcsia/ Lúxia e sempre José Riviti)
sábado, 25 de abril de 2009
rol da fama para uma amiga em dimensões 20/09/007

Asas em Levitação (Para Adriana Canova) 17:22
Sem estardalhaço
Jogo o laço
Me embaraço
Entrelaço
Altero o compasso
E curto passo a passo
Ameaço
Com um abraço
o amasso
Atiro-me em queda de braço
Desfio o arregaço
Sou plataforma de lançamento
Aí vou eu, trapezista do espaço.
Banzai-08/08/004 09:14
Clube dos Antônimus ®
Ali, no meio do caminho
Um minúsculo obstáculo
Aponta-se em espinho
À noite,
Assombra-se em cacto.
Um ninho de vespas
Acaricia sem sutileza
O curto-circuito, intacto
Da alma por trás de um
zíper de asperezas
como mandíbulas de formigas–de-fogo.
Considerar a reconstituição de nossa história
Será impossível.
Somos sempre amigos pós-futuro.
Temos limites impessoais ,
legado intransferível.
Até mesmo os à prova de pactos
de qualquer natureza inverossímil.
Luccia d. Troya ®
Ali, no meio do caminho
Um minúsculo obstáculo
Aponta-se em espinho
À noite,
Assombra-se em cacto.
Um ninho de vespas
Acaricia sem sutileza
O curto-circuito, intacto
Da alma por trás de um
zíper de asperezas
como mandíbulas de formigas–de-fogo.
Considerar a reconstituição de nossa história
Será impossível.
Somos sempre amigos pós-futuro.
Temos limites impessoais ,
legado intransferível.
Até mesmo os à prova de pactos
de qualquer natureza inverossímil.
Luccia d. Troya ®
and now? 29/07/007 17:23
Ruiva Devorar-te em Azulferina
Encarnada
Rubra
Sangue
Vinho
Rubi
Torneada
Comer-te
Corpo
Desejo
Carne Viva
Embriagante
Rara
Bela cor
Perfumada
Rubi vert
Fogo!
Incendeia a água
Alma de superfície combustível
Conjugo-me na terceira pessoa
Um verbo sem vinco
- Que não enruga intenções –
mergulhice à toa
sem ficar afogada
nada de mágoa
é a jornada intransferível
no carreirão
é bom arder
na boa
bumbum em dia
cintura de pilão
tudo se afia nela
Se não fosse
O colt 45
No jogo
Meu dedo mela
Encarnada
Rubra
Sangue
Vinho
Rubi
Torneada
Comer-te
Corpo
Desejo
Carne Viva
Embriagante
Rara
Bela cor
Perfumada
Rubi vert
Fogo!
Incendeia a água
Alma de superfície combustível
Conjugo-me na terceira pessoa
Um verbo sem vinco
- Que não enruga intenções –
mergulhice à toa
sem ficar afogada
nada de mágoa
é a jornada intransferível
no carreirão
é bom arder
na boa
bumbum em dia
cintura de pilão
tudo se afia nela
Se não fosse
O colt 45
No jogo
Meu dedo mela
13:01 -29/08/004

Almamém ®
Quem alma, desalma?
Quem desalma, alma?
Almamém, quem tem?
Quem tem, almamém?
Luccia d. Troya ®
Quem alma, desalma?
Quem desalma, alma?
Almamém, quem tem?
Quem tem, almamém?
Luccia d. Troya ®
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