quinta-feira, 23 de abril de 2009

Capim barba de bode

Às escuras
Procuro
Seu beijo
Mamilos eriçados
Colo brejeiro
O vão entre doces
Suaves
Firmes
Coxas morenas
Com cheiro de amêndoa
Terrenas
Perfume
O mato cresce,
O capim ao vento
Faz cócegas no traseiro.

Recitagem

Lembro-me bem
Só que esqueci o nome
Quem mais uma
Madalena
Presente na primeira fileira
A lousa a porta
O fundão
Lá fora o mirante de um 6º andar
Chic a Paulista
Gazeta, Gazetinha, Gazetão
Ressoa o recital à la Pedro:
Pardal, Pardal, não pise no pedal....

Jorge, Jorge, Jorge


Escudo, lança e espada

Sobre o vigoroso mustang

Pisoteia o dragão,

Jorge,

capadócio cristão.

Em Jesus, Maria e Divino

verte seu sangue

mas não treeeeme

a mão

- certeira -

derruba o arrimo

de fogo e dor.

Fé armeira.

Desatada,

campeia do espírito a foz.

Ateia sua armadura

padroeira

sobre nós.





quarta-feira, 22 de abril de 2009

carnaval




É absolutamente irreal
levar à sério
a fantasia
ideal
dançando meio-samba
meio nada
igual
este fevereiro venial.

Mrs popov

de sobra um gole
o fôlego
é sóbrio
a consciência
é mole


Cuspe

há dnaliens
em seu pequenos lábios

Gibi-teatro

lá vem a calcinha
toda de algodão
poça aqui
poça ali
umedece o vão
o soutien
meia-taça
arregaça
o tesão
o corpo,
que combinação!

Azul Cruzeiro


Matutice beagá à 1/2 lua

janeiro
janesce
2008
- milenia
a ousadia-
celeste
alquimia
da sofista
socratiana
- 1/2 lua nas minas gerais-
brejeirice
num jenascer
em janeiro
-por inteiro-
mestre à revelia:
marialice

Blefe


Joguei
banquei
paguei
apostei
duvidei
ousei
dobrei
cruzei
suei
- ganhei!

Madrugante

As luzes são tarde
ruas em movimento
lento,
frio,
no banco de detrás
lânguida
a madrugada
meio trôpega
meio bêbada
repassa o traseiro da noite
feito calcinha jogada no meio-fio

Piorei para melhor

Uma foto de 20 anos atrás
refaz
a anotação no verso,antiga,
como cicatriz de ferida,
diz:
'não engula minhas jóias, querida'

Ourives da alma

às vezes, é preciso
desenhar
a dor na pele,
suavemente,
como um ventinho
sem assustar, de lado,
reles revés
da tempestade
abortada
cortar
sem sobressaltar
de mansinho
a superfície humana,
sem delatar
a autoria,
riscar à vontade
fósforos
benzendo
acesos
segredos
ao pe´do umbigo...