sexta-feira, 4 de julho de 2014

O Ante-Ontem do Amanhã que vem

Não luto contra
Luto
um ano
sem
antes do ontem
e
depois do amanhã 
se foi
de férias
 inimagináveis para muitos
 e perfeitas para poucos,
amigo meu:
meu amigo
Zé Riviti
de  uma mesma cepa
a genial estirpe




sexta-feira, 6 de junho de 2014

A montanha do passeio

Vamos nós
escalando a cidade
o vento nos agrada
faz companhia
parece adivinhar
nossa harmonia
boas vindas
nos dizem os arredores
com seus jardins
de bons humores
Chegamos.
Ao abraço
de amor intenso
Não foi fácil
mas nos encontramos


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Nunca viu?...

 olhas 
aos olhares
transpareces
em  olhos
 teus
 olhando em olhares
meus
 pestanejares
velejas
ao olhar
enxergas
os meus
nos teus

domingo, 30 de março de 2014

Outono sem verão

Chove 
são
mansas gotas fininhas
as andorinhas
juntinhas
vão
se proteger
na janela vizinha

terça-feira, 4 de março de 2014

Odair: Eu até sabia para onde queria ir, agora não sei mais

Penso que meu éden já esteja lotado
um paraíso com fluxo e refluxo
via carteira de identidade
dia sim
dia não
anjos e demônios
e dá-lhes rodízio!
por terra, radar
por ar, turbulência
por água, tsunami
pelo fogo, apagão
Um amigo tomou a boleia do caminhão
Isso! Vá, amigo, vá!
me conte como anda a estrada
onde estão os radares
onde tem parada
qual a melhor paisagem
o que vale a pena visitar?
Você dizia: vosso.
Eu digo: teu!
Mas, na verdade, quero dizer
nós.
Onde podemos comer coxinha de frango e fazer xixi?
Entendi: podemos tomar cerveja?
Em Tiradentes MG restaurante Ora pro Nobis, 2012: Odair e Ritinha.