sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O desconhecido mais famoso do momento: Robson, ou Robinson,do Attimo,

Estivemos no surpreendente restaurante  Attimo,em São Paulo-SP, assinado pelo chef Jefferson Rueda e vitalizado por Jeffinho(seu avatar?), um Rueda, que de Rueda sei pouco e muito desde a infância, família Fagiolo, São José do Rio Pardo (SP), berço euclidiando, cidade que foi parar no mapa da Itália no cardápio do restaurante (sem mencionar Euclides da Cunha (será que há algo contra Os sertões? Não!...), apenas embalado pelo humor de uma ótima carta de vinhos e sabores; mas minha memória  é  tia Maria, irmã de meu pai Fagiolo e de tio Chico, o Rueda, por volta dos anos 40 e que nem sei de quem Rueda é o Jefferson, um riopardense da gema,como eu sou das claras, a gente logo pensa em Tia Maria e Tio Chico,Bar Chic,os filhos Zula, Lena, Walter, como se fossem únicos, a exemplo de minha própria família, não souberam conviver juntos e nem separados. Mas, fomos ao Attimo, uma delícia e super engajado numa super nova (gastronomia) revisitada desde o estábulo, o chiqueiro,  o terreiro, o paiol, a horta, o açude, o alambique e o fogão e a lenha. Tacho, bule de ágata, varal de embutidos, piso de vermelhão, dispensa, forninho.Quintal. Dos quais Jeffinho extrai essências límpidas, aromáticas, súbitas,saborosas sofisticadamente  simples. 

Um atendimento muito legal, Robinson está na sobreloja do Attimo, adega climatizada do néctar.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

2014, um ano cavalar com a mínima e preciosa partícula

Não tenho retrospectivas a fazer
O ano não me poupou de adeuses
Não foi um, nem dois, nem três,
foram mais. 
E me colocou nas mãos, 

a chave de todas as dores 
e se houverem mais...
 abri novas portas 
meditante
hesitante
fulminante
diante 
de cada uma delas, 
finalmente, 
me deparei  
exultante
com  
a planície de oásis. 
Só posso dizer :
estamos cada vez mais próximos 
do Universo que somamos
distantes

sábado, 30 de novembro de 2013

Surpreendente

Viver é tão 
de repente!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sul a Sul

Olhei, olhei
sondei, farejei, vasculhei
feito bússola
todas as noites,
todas nas quais
me posicionei ante
perante
diante
adiante
a estrela mais brilhante
pulsante
irradiante
a mais
no meu portão,
dia a dia
noite ante noite
até doer
até raiar
até roer
e agora
olho-me
sul a sul
me vejo ante mim mesma
me olhando
no portão sul
ao mesmo 
contrário 
igual
de mim mesma
tão meu
nosso
espelho

hora de ir
embora
soube vir
sabe
agora