sexta-feira, 19 de abril de 2013

Um quase anjo sem asas, Cely

Ela despencou de uma efemeridade
meiga e linda
Encontrou o chão que tanto não pisara
Foi uma saída?
Espero que seja a entrada
para a tão sonhada
 eternidade
Obrigada por me ensinar a andar de bicicleta .
embora fosse muito mais jovem que eu,
era menina, ela era criança,
quase dez anos de diferença
e pela sua amável presença,
que cantarolava ao acordar
pelo corredor de casa
no início dos anos 70.

sábado, 13 de abril de 2013

Viver até daqui a pouco, que demora


Espero horas
Amanhã
Que já é hoje
Me incomoda
Há uma certa esperança
Que me ignora
Embora seja
O que mais desejo
Aos poucos
Me importa
O tempo que me
Exporta
 pra fora

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Nuvem e a Rocha

Não é sempre
mas quase
me sinto capaz
e incapaz
de soprar uma rocha
e de carregar uma nuvem

sábado, 23 de março de 2013

O precipício ultramoderno da garagem

Debruço-me sobre o chão
que nos cabe
 em uma década só cabe um carro, 
 dimensões do  poder econômico
da  tara
do sonho
mínimo
pequeno
Grande? 
faz-me rir
Falam de ruas
abertas a 
  bicicletas....
Vias viáveis e transitáveis
Deliram... não?
Nem as estradas são confiáveis
De que falam, então?

domingo, 17 de março de 2013

O longe


Quando nos distanciamos 
de um foco
Que nos cega 
de tão próximo
Vemos tudo o que não vimos
 de perto
Em detalhes