quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Tudo que nos envolve sob e na Justiça é tenebroso

Ocorre-me que o termo 'Justiça' deveria ser abolido de qualquer literatura

Há episódios recentes (e mesmo os antigos)

que nos aterrorizam sem precedência sobre travesseiros

tente dormir com a mínima noção de uma infração

Por isso, chama-se in fração

Você cometeu uma fração de um todo

e já é atormentado pelos algozes mais sinistros do Planeta.

Tipo: estacionamento em local proibido ou excesso de velocidade em avenidas praianas.

Ah, deixe de pagar uma conta no dia do vencimento....

Mas, de que lado a JUSTIÇA está?

Tem o raciocínio linear do Bem e do Mal?

Perdeu!

Tem o raciocínio curvelíneo de que é culpado ou inocente até que se prove o contrário?

Perdeu!

Justiça é a mais assombrosa tortura a um vivente!

Se se acha vítima, prove!

Se é o culpado confesso, espere ou viaje pelo mundo. Tire férias.

A vítima tem todo o ônus da denúncia.

O culpado, pula carnaval, conhece as Pirâmides, confere as maravilhas institucionais da Terra

É como a estuprada. Vai lá na delegacia e ouve: o que você estava vestindo?

É como a espancada em casa. Vai lá na delegacia e ouve: o que você fez para provocar o agressor?

Um adolescente riquinho pegou um jetski e matou uma menininha na areia

A família da menininha se esfacela e corre por socorro atrás da polícia

A família do riquinho se junta e corre de helicóptero ou carro importado atrás do advogado

.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Num cabe mais, gente, num cabe mais no Carnaval de Tiradentes-MG



Aqui tem insolente



irreverente



contundente



e amigos da gente



A cidade está abarrotada de alegria



fantasia



companhia.



Chega! Num cabe mais nada



de diferente.

Iguaria de fadas

Lá vem o súbito

dança o de repente

emudece em susto

o sorriso

cílios de alegria

sorri disfarçadamente

sai rápido

pisando duro no

pé de vento

insolentemente



domingo, 19 de fevereiro de 2012

O córgo

Faiz barulim

baxim

de cachoera

A vida passa

dessa manera

Faiz favô

embruia


um bocadim

na argibera

de um tantim

de mato que chera

perciso

de curá a preguicera

Vamu aproveitá


si nóis bobea

u trem ja'

passô...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Boato verdadeiro são e salvo

Dizem que invento palavras
não,
à só as componho
como música
viajo em tortuosa e bela
melodia
a palavra soa
sibila
faz cócegas em cedilha
pontua
esbraveja
arrepia
arranha
estapeia
acarinha
alisa feito luva
esgana feito torniquete
arrebenta feito ferro
brilha como jóia
assombra
assusta
intimida
fortalece, claro
cura!


(ao meu eterno amigo Hivich, sem o qual jamais pensaria em futuro )