domingo, 12 de fevereiro de 2012

Tostão furado, previsão cheia

Grécia, Síria, Irã
Todo mundo quer ver a solução
e eles só fazem soluçar
reclamar, brigar, matar
Não há emprego
Só de pensar na África
arrepiamos
Fome e Aids
Não há emprego
Mas, o mundo tem um crescimento aterrorizador de bilionários
E mesmo diante da pobreza
esses pobres continuam procriando mais pobrezinhos
Sou daquela laia que crê que os pobrezinhos, mesmo,
são os animais que vão aos milhares pro matadouro
Mas, uma réstia de humanidade ainda existe
Pobres haitianos, pobres mexicanos, pobres
pobres e pobres humanos ordinários
da cracolândia
dos morros e favelas, esses que limpam as ruas,
tiram o lixo,
provocam filas de velhinhos nos guichês
de repartições públicas
Não há emprego
Outro dia liguei na Polícia Federal, antes das oito horas
Me atendeu um cara, com voz de polícia armário
Disse-me que o atendimento iniciava-se a partir das oito horas
Liguei às oito horas, às oito e quinze, às nove horas
Ninguém atendeu o telefone...
Pobres da América Latina
Não há emprego
Nas avenidas Sul de Ribeirão, Ferraris, BMWs, Hyundais,
MiniCoopers, LandRovers, Audis, Mercedes, Kawasakis
Kasinskis
Pobres ordinários do Planeta Terra
Crêem que 2012 vai ceifar a todos
Pobres
Não há emprego
Nem sabem que já existe um contingente bem protegido
armazenando água, comida, remédios, roupas protetoras, armas,
equipamentos e toda sorte de bens a salvaguardo
Compram até lotes em outro Planeta
Pobres ordinários da Europa
velho continente
Sabem que só sobrevivem os mais fortes
os mais ricos
os mais preparados
Pobre humanidade
que vive do trabalho
feito burro de carga
Não há emprego
Não sabe o perfume chanel
a borbulha Cristal
pelotinhas de caviar
aquela cheiradinha marota
a pílula azul
a safra do vinhedo ancestral
vai de buchada, mesmo
Pobres e ordinários funcionários
batem no peito o nome da fábrica
da empresa
Pobres
que bebem cerveja em bares
pulam o carnaval
 que dormem nas ruas
fazem xixi na sarjeta
que trepam em motéis rentes às estradas
que comem torresmo
engolem cachaça em pets
não tomam banho e nem fazem massagens orientais
Pobres que vão à sauna extravasar 'a libido inflamada'
como diz Riviti
Pobres ordinários da economia mundial
como dizem os jornalistas
Pobres garimpeiros de diamantes negros
a escravidão sem fim, ainda
Nasceram assim
certamente morrerão assim
Eis a profecia Maia
Aos montes, sem montes para os socorrerem das inundações
sem bunkers para protegê-los do Sol
sem comida
alvos do ataque nuclear
sem petróleo
diesel
gasolina
internet
encharcados de pinga e crack
Outros , mais nobres, morrerào sem ver
entupidos de anfetaminas e cocaína
Muitos bebês mamando sangue e droga,
com a boca cheia de formiga
A exemplo de seus pais.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sangria

Sim

dormia

lá fora

chovia

lá dentro

ouvia

a água fria

caía

na rua vazia

a cama macia

gemia

de alegria

em sintonia

o dia

que ardia

foi embora

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Quem precisa de mais inimigos se ei-los, o Tempo, a que perversamente demos o controle remoto

Você,



ingênuos e crentes seres,



ainda imagina que seus semelhantes



são seus inimigos



por não professarem sua escola maldita



sua história infame



sua genética poluta



sua mazela em forma de genitália



porque crê em estímulos e músculos



fisiológicos



e nada lógicos



nem ilógicos



pois é sua hereditariedade



que dita a sua forma de encarar a Vida



Crê cegamente que pode comprá-la



cria descendentes que crêem que podem vendê-la



por conseguinte



geram monstrinhos que acreditam que podem



pagá-la

Ou que são consagrados a desfrutá-la

indefinidamente



Outros, nobres, simples, éticos e dignos



sabem que podem ganhá-la



Hoje e não Agora



colhe a maldição



porque a Terra, a Vida, o Hemisfério



os Pólos,



outros seres de especial dimensão evolutiva



sempre dizem a você:



Não.



Eis o mais belo e imensurável inimigo



Tempo.







As nuvens fizeram uma 'tereza' e se esconderam sob asas da Lua Cheia

Para nos enganar
as nuvens de fevereiro
sem piedade
deixaram alguns clones de nuvens nubladas
Por trás delas, arrebenta-nos o sol
herói da temporalidade
Quando ele se esconde
e aguardamos seu efeito passar
gruda em nós o mormaço dormente
feito bigorna
desde o nascer do dia
até a bela lua cheia
Estamos ao vapor da chaleira quente
nos ferve em fogo brando
inclemente
Se nos espremermos
o suor nos entorna
em lençóis de noite
grudenta
Içamos nossos corpos no anzol
antigravitacional
Água, água, água
um copo
dois
mais
Banhos de água
até que as paredes sedentas
nos suguem de volta
ao amanhecer  cheio de repelente
Mosquitos, pernilongos,
pagamos a vida que compramos
imprudentes
Não lemos as miúdas letras contratuais
.... as reservas da Terra são fartas e ilimitadas, desde que observadas as regras constantes do Código Irrefutável de Deus, resumidos graciosamente nas tábuas sagradas em DEZ itens , a ler na língua original'....

(Ribeirão Preto, SP, BR mais de 40 graus)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Amanhãs do Tempo

Vá e diga a todos

possível É

possível Ser

ampla a Vida

do querer

Esteja na comunhão do Bem

e sempre ame em dobro

Possível o Saber

que o Tempo

sonolência tem

ante a estrada esquecida

alerta, porém,

na Passagem

destemida

Avise a Todos

bela é a partida

de tudo o que em Si

se contém

de imagem desprovida

Mais que possível

testemunhe

sem miragem

Ser que É

na aprendizagem

Infinita

Sendo

Um indelével

e sutil

Amém