sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As nuvens fizeram uma 'tereza' e se esconderam sob asas da Lua Cheia

Para nos enganar
as nuvens de fevereiro
sem piedade
deixaram alguns clones de nuvens nubladas
Por trás delas, arrebenta-nos o sol
herói da temporalidade
Quando ele se esconde
e aguardamos seu efeito passar
gruda em nós o mormaço dormente
feito bigorna
desde o nascer do dia
até a bela lua cheia
Estamos ao vapor da chaleira quente
nos ferve em fogo brando
inclemente
Se nos espremermos
o suor nos entorna
em lençóis de noite
grudenta
Içamos nossos corpos no anzol
antigravitacional
Água, água, água
um copo
dois
mais
Banhos de água
até que as paredes sedentas
nos suguem de volta
ao amanhecer  cheio de repelente
Mosquitos, pernilongos,
pagamos a vida que compramos
imprudentes
Não lemos as miúdas letras contratuais
.... as reservas da Terra são fartas e ilimitadas, desde que observadas as regras constantes do Código Irrefutável de Deus, resumidos graciosamente nas tábuas sagradas em DEZ itens , a ler na língua original'....

(Ribeirão Preto, SP, BR mais de 40 graus)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Amanhãs do Tempo

Vá e diga a todos

possível É

possível Ser

ampla a Vida

do querer

Esteja na comunhão do Bem

e sempre ame em dobro

Possível o Saber

que o Tempo

sonolência tem

ante a estrada esquecida

alerta, porém,

na Passagem

destemida

Avise a Todos

bela é a partida

de tudo o que em Si

se contém

de imagem desprovida

Mais que possível

testemunhe

sem miragem

Ser que É

na aprendizagem

Infinita

Sendo

Um indelével

e sutil

Amém



domingo, 29 de janeiro de 2012

Poetas, estranhos e díspares seres comuns

Logo que nascem









sentem a magia do umbigo









que se esvai com o corte umbelical









Lá se vai o nado sincronizado









Logo que crescem









sentem que o horizonte é a saída







mais presumível







e longínqua











e batem a cara no paredão invisível







vertical









Lá se vai o tubo de ensaio









Logo que pensam















sentem que a consciência é tudo















e se não sabem morrer, ainda,







alguém os deixa em luto















Lá se vai a mínima perspectiva plausível















Logo que amam











sentem que há um outro universo







o paralelo







e resvalam entre um e outros















não ao mesmo tempo















Lá se vai o latu sensu















Poetas, poetas, poetas













a peneira da areia







do ouro em pó















com desmesurado asseio







visceral











o coração percorre artérias







do desleixo cerebral











Lá se vai o pari passu















consumido pelo déjà vu











futuro







já estão, de novo,







na barriga da galactica Mãe







Cósmica e Universal







sem sequer sairem do chão







Ploft







chiii...







estourou a bolsa





















































































































































































Cabelo étnico, encaracolado como a Vida

Cabelo encharcado de anéis

da cor de vinho tinto

traçado na cerda de pincéis

imaginários

entre os dedos faz ninho

pele de azeitona madura

 a tez em desenho crespo

rosto esculpido no crayon

 emoldura 

 o encaracolado

de fios embrionários


a trança da trama

mitocondrial

em chama viva

perfeitamente

natural




















 

À beira de um momentâneo infinito

Assim
me parece o amanhecer em casa
quando a vela acesa
na varanda
logo às cinco horas depertadas
me acolhe ante o jardim
a brisa sopra um catavento
o sino de bambus
folhas da videira americana
A cafeteira vapora o primeiro café do dia
Debaixo das telhas tipo colonial
em cerâmica Candelária
olho nuvens de respeitável calibre
- partículas de água e gelo -
prestes momento a congelar
um pedacinho do tempo
já com nuvens mais leves
e brancas
como pede
o infinito instante breve