ליב דזשאָסע ריוויטטי
הייַנט איז זיין דיין געבורסטאָג און איך ווילן צו גראַטולירן איר. פאר און נאָך זייער לעבן. וויוואַ!
Fragmentos de uma existência inconformada, abduzida pelas letras e seus sentidos . Um periscópio sideral sob o manto encarnado.(by Lúcsia/ Lúxia e sempre José Riviti)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Minha noite Felliniana
Ho sognato mia nonna,
sorrise,
i suoi capelli erano grigi,
legati in una crocchia
e aveva una moto blu e bianco.
Siamo andati a una festa di famiglia
e di quartiere.
Era la prima volta che ho sentito
parlare di
Genoefa
in oltre mezzo secolo.
Chove no molhado e a monstruosidade não é realidade virtual
Estamos novamente em janeiro
Alto verão
praias lotadas de turistas e banhistas
aeroportos como se fossem rodoviárias
com filas para embarque
Diz uma amiga: desencarne coletivo
Vários destinos no país se rendem às férias coletivas e escolares
Muito sol e muita chuva
Assim é o Brasil
Todo mundo gasta o que pode
e o que não pode
O que não pode, gasta também
e o que pode, se mantém cada vez mais
Chove e chove e chove
Assim como chove a tragédia
a fatalidade
e o descaso
a fome
o frio
a sede
a violência
a brutalidade
Não de agora
Chove tudo há séculos
Ignorância, ambição, descrença
e maldade
Chove humanos sem a mínima noção e registro
no Planeta
que chora
que range
que explode
que sacode
cospe
vomita
regurgita
que se esgota
principalmente
Só que o Planeta é exuberantemente o Si
Nós somos imbecilmente nada
Múltiplos comentários
(e o que é pior, de jornalistas e cientistas)
resumem o seguinte:
a mão do homem interfere no clima e no meio ambiente
inteiro
A atuação do homem
Mas, que homem?
Tem um nome, endereço, nacionalidade?
Ou é assim que se desculpa ou se culpa
os horrendos estragos na Terra?
Parece um ser invisível, inconsciente,
anônimo
e capaz de alterar as rotas dos seres vivos
Ninguém pensa nos mortos
acham que morreram....
Que homem?
Somos todos nós e a voracidade da espéce humana.
O canibal e o antropofágico, bestial
Alguns até lhe atribuem até inteligência e genialidade
se admiram de sua crueldade
insana e insensível
Ah, dizem: 'bárbaros modernos'
E encontram tempo para rir, para enriquecer, para viajar de férias
para comer e ir a shoppings
No fundo, crem que tudo será resolvido por outra mão,
a Divina
ou pela garra dolmen
Os que não estão nem aí e só tem ironias
crem que não batendo a água nos seus próprios fundilhos,
tudo bem.
Todos riem da seca e do deserto
também
Sem citar nomes, mas quero citar aqui a máxima da pósmodernidade,
dita por aí:
o mundo não é mais dos espertos, é dos que tem dinheiro.
E quanto mais humanos caindo pelas tabelas
mais ricos capitais ficam
A máfia podre, creio, vai colher seus dividendos, com certeza
por que? tudo será tudo novamente
diz a serpente.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Revendo O Ovo da Serpente
Bergman foi o cineasta da minha pós adolescência
nem sei se tive adolescência
Eu já estava em São Paulo
e queria mais que estar
queria participar
Ledo engano
Ninguém participa de São Paulo
Ou vive ou morre
Simples assim
como estalar os dedos
Mas, voltando ao Ovo da Serpente
Revejo um filme brilhante
e doloroso
Que mostra o início
de uma das mais atrozes
décadas da história humana
A Alemanha engatinhava
no horror
até gerá-lo de verdade
O mais atroz é a minha releitura
de novo
E olhar da minha janela
a vida
assim
ao estalar de outros dedos
Viver ou morrer
(o estalo foi uma inspiração da conversa com meu irmão Willian)
(o estalo foi uma inspiração da conversa com meu irmão Willian)
Opulência das eternidades
Possantes
valentes
bitelos
nanoplus
Maximizam-me
em equações
desciplinares
alçar, levantar, voar
em asas
tão sem matéria
tão sem sustentação
tão sem
que são
o átimo
superlativo
sem descrição
Sabe?
Passamos
Eras de nós
Somos
jamais
sempre
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