domingo, 8 de janeiro de 2012

A praia é grande (Santos-SP-BR)



Abram alas



ondas, areia,coqueiros



horizonte



sol e lua



garçom



limpe bem os copos



a mesa



puxe a cadeira



diga gentilmente


sejam benvindos



sirva algo bem gelado



e alegre



que combine



que sustente



porque



tem gente



muito especial



chegando aí



nada igual



puro talento



dê passagem



é a espiral



do tempo



lambendo a cria



a maré



vazando



o beiral



solenemente

(Mirian, Diego e 'Meg' by me....divertidamente, clic de Kele e seu brinquedinho. Uns fagiolos, schoqui e sauer )

Desde quando? Desde o ano que vem

Algo simples e incompreensível
até depararmos com a verdade
em meio a tanto caos
o girar da chave
a porta,
finalmente,
se abre
o 'clic'
do desvendar
e tudo diante dos olhos
dentro da alma
se acalma
enfim
o pequeno e descontínuo
país
 íntimo
expele
seu próprio e único
planeta
um raspão imensurável
de conhecimento
em reconhecimento
se escancara
leve e instantaneamente
a velocidade é tamanha
que parece
estamos em câmera
lenta

sábado, 7 de janeiro de 2012

Anelos



Familiares ou não
Conhecidos ou não
Desconhecidos ou não
Como numa roleta russa
Jogo do bicho
bingo
loteria
sorte e azar
Destino
Difícil dizer
Fácil contar
Foi dada a cartada
banque quem bancar
- truques -
Um banho do vivenciar
drinques e manjar
reaprendi a desenhar
olhando
afagos no tato
um momento a preservar
pose para a eternidade
sem piscar


(Mirian, Kele ,eu e 'Meg' ,os arbítrios do celular:  rsrs)

Congelantes minutos da vida eternamente efêmera e bela

Ao agrado da vida

vivemos

Ao afago da vida

sobrevivemos

Ao sopapo da vida

crescemos

O nunca, nunca, nunca

esquecemos

O sempre, sempre, sempre

fingimos

talvez

Quem sabe

sorrimos

exatamente

no exato

instante

que agora

é

o

embora



(para A-Ha em Summer Moved on , agora e Fred Mercury, o Queen, Somebody To Love, no sempre )







sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chuva passageira no itinerante expresso tempo

Amanhece sem muita estanheza
o dia
a costumeira sentinela crespa
da madrugada
desfia
acesa

os bigodes da cozinheira vesga
na chaleira compasiva
dos minutos continuamente
 lavam as nuvens
na pia
A manhã cede passagem à brisa
al dente
raspas da noite na panela quente
do noroeste
espia
e a cidade acorda devagar

os contornos altos e baixos em plaina

de pouca ventania

estalam de preguiça
no banho de água fria
despudoradamente