sábado, 3 de dezembro de 2011

Sonho atravessado

em algum lugar

engastalhou
se engraçou com outro sonho
bebeu demais
perdeu o rumo
passou batido

tornou-se medonho


cansou de ninguém
não deu descarga
esqueceu o modess
o ob
o creme hidratante
usou o esfoliante

sumiu
no gracejo

do espelho


talvez

quem sabe
assumiu o armário
foi de embrulho
tropeçou na ponte
caiu na correnteza escura
encarou o avesso

e o contrário

perdeu o trem
babou no travesseiro
acabou a pilha
não recarregou a bateria
dormiu no ponto
encontrou as estribeiras
chapou logo de cara
patinou no barro

atolou à seco

colocou durex na quilha

cuspe na armadilha


bateu na porta errada
fez mira, errou
vai ver

não me viu




A Prece que nos Abastece


Seres amados da Vida
Seres amados da Essência Cristalina
Seres amados dos Princípios Primordiais
Seres amados das Eras sem fim
Eras universais
cobri-nos com vossos mantos de perdão iluminados
com vossas vestes de amor translúcidas
que curam que saram que consagram
em dimensões de comunhão reunida
- amarguras
dores
males que sangram
nossa carne e alma
por descrença consumida-
que envolvam nossas energias
de pureza
e as revigorem
com vossas luzes divinas
e as conduzam
e que possamos alcançar a graça e a leveza
de todas as Graças bem vindas

e vividas
para que nossas asas se abram
ante a saudação de Vossa Presença
Alegre e de Bondade Infinita
Graças, Graças e Graças

domingo, 27 de novembro de 2011

Cruzes, Deus me livre, se você sou eu e eu sou você!

Ora, Ora

Humanos e Humanidade

Dizem que somos parecidos

Tão aos pares que nos combinamos

Tão aos ímpares que nos conjugamos

Tão próximos que somos quase iguais

Tão diferentes que somos dnas antigos

Tão nós e tão eles

tão zorós

que chegamos ao impasse do quem

quer ser quem

Só sei que não quero ser você

Tenho urticária

meu estômago embrulha

meus pelos arrepiam

vomito a vertigem

de tão arrepiante

inexequível semelhança

Não posso me aprofundar nesse espelho

grotesco e insensível

de você em mim

nem de mim em você

A bo mi no me

Por tabela,

A bo mi ne me



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Que falam os ventos?

descortinados

recortados

arreganhados

assoviam

tiram fina

levantam

espiam

azucrinam

embalam

enveredam

alçam

desprendem

despreendem

lisos

crespos

de chofre

impactam

imprevisíveis

rebeldes

sopram

tossem

vociferam

grunhem

rosnam

arrancam pregos

desparafusam

arrancam arcadas

dentárias

centenárias

cimentos

telhas

levam cuspe

perdigotam

redemoinham

saci

balançam cachos de uvas

colméias de abelhas

levantam telhas

sacodem cumieras

derrubam muros

estribam paineiras

lá está a árvore matriz

arrancada pela raiz

zumbem

reverberam

anunciam

devastadores

o afago

o safanão

o coice

o vergalhão

entorta o ferro

retorce a rocha

o curso muda de endereço

a terra deita

o caminho segue outra direção

reza a plantação

ajoelham-se os lá fora

quebra o iceberg

desloca o eixo

penteia o fundo

despenteia o raso

sacode o lençol

à risca rasga

rasga à risca

indomável

vento

ventania

tornado

furacão

brisa sem bridão







segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Por que uma cidade antiga não desperta para a eternidade?




A cidade de Tiradentes-MG só agora lida com sua mais execrável realidade, ante a exuberante Serra São José e relevo acidental geográfico privilegiado. Não sabe onde jogar, tratar e destinar o cocô de habitantes e turísticos. Quer afundar a coisa na várzea, porque, como diz o expert em nada, esgoto não sobe morro... No último dia 20 de novembro, pós Dia da Bandeira, alguns inconformados com a porcaria, sairam aos brados pela inércia e corruptiva política da cidade, assaz em regiões brasileiras. Palavra de ordem: CocôPasa! CocôPasa!
Sobre o córrego Santo Antonio: Cocôrrego!
Prefeito e subordinados não atendem ao pós-moderno há anos.
São cegos, surdos e , pasmem!, mudos às questões que elevam uma cidade com cerca de 7 mil habitantes, herdeiros da luz e sombra de um mártir, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes,
só contabilizando os lucros de um turismo predador.
Coitado. Continua mártir 300 anos depois.
Os algozes , mais vivos do que nunca, 300 anos depois.