sábado, 21 de agosto de 2010

Libido inflamada, by José Riviti (Alone Again, Naturally)

Demorei,
mas acreditei
pior
entendi
Agora
la nave va
felliniana
me descubro
em nona
em alpha
em beta
em cismesma
ando
sozinha
à noite
lanço ouvidos memoriais
também
a Gilbert O'Sullivan
me presenteado pelo meu belo irmão
Willian
logo após a morte de meu pai
José
em 1973
Finados
02 de novembro
Tem história
muita
Dá até um romance trágico
Se
a minha jornada
não fosse
uma piada
de cabo a rabo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A atmosfera em febre delira


Aqui o quente é frio




empoeirado




arde e atiça




o soprão do vento gelado




se esparrama pra todo lado




tem geada, não gemada




estou cavalgando no puro sangue




Ford




faço meu café encorpado




aromatizado




perfume de quê?


madeira verde




- pergunta o solerte em cafezes...




Minha casa me agasalha e sobra




eu, Gueguê e Florzinha Thenorenta


além da passarada

vivo dela, por ela.




Nem previsões na mídia




divãs




remedinhos


uns vinhos


ah, isso é aos deuses




e desperto




certa de que




não há diagonal,




horizontal,




vertical,




banal,




cervical,


umbelical


que me demovam do




meu astral atemporal
nem leio mais o termômetro zodiacal.

Quem veio junto

ou o quê


enganou-se

se não souber a senha

feita na panela cinzelada

de Pedra

em sortilégios de

Cracas

cactos
espinhos
mato
erva daninha
cacos
cascalho
o pio agoniado
o uivo
o apito do trem
o sino
martelando
em réquiem
ressoa também
no parabéns

todos capengas

agregados.


Nada na minha vida funciona


se não me disserem as palavras mágicas e verdadeiras:


'te amo, te amo, te amo'.


Pourquoi?


Very simple:


já ouvi de tudo.


Até Je t'aime pour toujours


Não suporto ouvir


feridas se abrindo


feito


palha seca



se as noites são tão


venosas no inverno


saltam sobre nossas cabeças e telhados



não suporto não ouvir



de repente


o cochichar do redemoinho de areia e pó



deslizando qual bailarina



em rodopio de calor



esturricado



faz-me um favor


apenas este



de soletrar baixinho


cada palavra do antiamor...




















quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Só Procurar no You Tube, Somebody To Love, Queen

Somebody to Love
Ópera de magnitude Zen por cento!
Foi o meu despertar com 'O' Queen.
Ainda São Paulo, SP, BR, Vila Campesina
incluindo Alameda Santos, Cerqueira César,
neste, vizinha de Elis Regina e tantos outros
mas, nada me acompanhava mais na vida do que
Fred Mercury
Ouçam, leiam, traduzam-no e traduzam-se, vivos
ousem-se,
como eu em 1979.
Ma ra vi lho sos.
E passei de anos, de cidades, de Estados,
mas meus amores de fato, não me passaram não
nem passarão
paz ssaremos...

Ledo engano, use o tutano!

Cidadão
aprenda de vez por todas
Não existe fato isolado e nem fora do comum
Reaja
Aja
Ao ser abordado por facínoras
bote os bofes para fora
indigne-se ao extremo
pois é extrema a urgência
de sua ação
Não existe Estado e nem segurança terceirizada
O que você paga
é em vão
Sustenta apenas a turma do fundão.
Bote esta turma para correr
à bala
de chofre
e suas sequelas.
Ah, existem, sim, outros humanos,
como você,
que não têm nada a perder
pois é.
A não ser a eleição.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

hivich, dear hunter


Não sei se você aprendeu a dormir

me lembro

acordados

da TV em preto e branco

como era possível em alma

assistir aos clássicos

final dos anos 70, início dos 80`

de meia noite em diante

São Paulo, SP, Vila Campesina,

1979

o que havia na geladeira

um tostex de ovo

pastel

pão de forma

chá preto

frio e copa

cigarros

seus olhos verdes

na luz amarela

trepidavam

Eu subia as escadas do sobrado

degrau por degrau

enebriada


a cabeça cheia de sonhos

e contados

livros abertos, filmes,

aulas, ônibus,

lá eu,

na madrugada,

dormindo ao som de Doctor Hook e Jovem Pan

FM

minhosamente

Sharing the night together

Não é?