Fragmentos de uma existência inconformada, abduzida pelas letras e seus sentidos . Um periscópio sideral sob o manto encarnado.(by Lúcsia/ Lúxia e sempre José Riviti)
sábado, 5 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Ciranda de Luzes Familiares e Amigas: esteio de missões
Chegamos em Casa.
Depois de uma jornada árdua,
a Casa se traduz em um chão limpo,
um colchão confortável,
um banho quente,
um chá ,
um prato de comida,
um lanche,
um copo de água,
cerveja gelada,
vinho,
um livro aberto,
a TV ligada,
contas pagas,
o cobertor,
o travesseiro,
o silêncio,
a música preferida,
o abraço carinhoso,
a palavra amiga,
tirar sapatos,
o sofá,
o leite com café,
o pão,
um latido,
um choro de bebê,
o beijo,
os filhos,
companhia.
Para poucos é tudo isso.
Para muitos é nada disso.
Para poucos, muito é cada um.
Para muitos, cada um é pouco.
Para uns ,basta o estar vivo,
para tantos outros, o estar vivo não basta.
A alguns, as sobras são ricas,
a tantos outros, restam-lhes sobras.
terça-feira, 1 de junho de 2010
HE, asas de lágrimas iluminadas

Poderiam ser de papel
de algodão
folhas
flanela
cipós
rolhas
sapê
cílios
feno
capim
asas de cetim
ou de cinzas
de ares
nuvens
pó
areia
serragem
asas de alta voltagem
lã
vento
pétalas
de pontos cardeais
meridianos
de latitudes
atitudes
asas de digitais
células
íris
ventrais
asas de
fótons
prótons
íons
átomos
asas dos sentidos
abertas aos portais
acesas
radiantes
como chamas
etéreas,
asas da eternidade em brasa.
( re-criação literária, humana, em vias de desacoplagem, à base de mãos dadas, grudadas, faladas e mentalizadas, em meio às mineirices, paulicéias e panacéias cósmicas em vias de acoplagem, sempre em benvindos e chegados aos escâncaros )
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Mar de Sangue na Faixa de Gaza, Israel aprendeu direitinho a se vingar antes de qualquer ação de vingança...
Poderíamos sugerir que se mude o nome
para Ataduras de Gaza
A portinhola do forro e o vento do amanhecer

Ao quase adormecer,
a madrugada faz sua vassoura de vento
vasculhar o forro da casa,
são nuvens que rastreiam
a alvorada
lá fora
A aragem fresca
balança galhos e folhas.
Ouço a portinhola
do alçapão tremular.
Segue em sinfonia com o despertar do dia
a cantoria dos galos.
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