quarta-feira, 6 de maio de 2009

Terça-feira de quase lua inteira

Posted by Picasa

FAyA 21/03/007 12:31


Asas esverdeadas de borboleta

Tremulam com outras cores invisíveis

Surgem no escuro e do nada

Ante o céu e o inferno: impassíveis

07/03/007 - 10:18 À trois....

Di gibi tais

Quando a vi
Cara a cara
Pele imaginando pele
No arrepio do imaginável
Imediato
Caí.
Despenquei pela culatra
Ardi
Me danei na instantânea
Sensação do não
E, olha, ninguém mais do que eu
A idolatra:constelação da via-lactea

Penas ao vento - de momento.

Há de não tê-los
Pesadelos
De que são feitos
Senão defeitos
De alma
Cheia de espíritos
Sem paz
Buscam a noite
À noite
Inchaços de assombro
E culpa
Em vão
À moda criança
Que faz xixi
Na cama
Ao menos se sabe
Por que faz
Ou não?

Obs.: O acesso ao progresso tem ingresso?

De trás para frente

De cor e salteado
Estão os sentidos
Antigos e novos conceitos
- mais os recentes -
embaralhados,
perfeitamente imperfeitos
A vida não dá ré
Questão de fé?
Não sei o que é.

Aqui está
- nem

Sabe-se onde
Há chover
Hão criar
O quê consumar
A questão do ser
Sem saber

Há Sortilégio: cadê meus sais?

Gargarejo
Com seu gozo
Quando te beijo
Cada gemido
Do teu desejo
Almejo
Cada segundo do
Estertor em solfejo
Que escorre na pele
Curada de arrepios
Ébrios
Que levam teus dedos
Em manejos
Clitoriais

No pasto

Te vejo
No aterro do teu quarto
De apartamento
Ao largo
Do movimento
Sem pavimento
Plasmático
Plásmico
O sítio de engorda e sombra
O curativo depois da agressão
O futuro em vão
Com outros curativos
e senão
Ainda animais que mantêm
O olhar de mais
Ao léu
Do céu
O que você sabe?
A mais?
Eu também faço a minha parte
E não estardalhaço

Companhia de alarme

Estou de sobra
Aqui
Pendendo para o copo
De vodca com limão e gelo (esqueço às vezes o limão e o gelo)
Olhando o gramado bem cuidado
E 'ela' passeia chic
Raça de chão
Loiríssima
Boneka
Uma cadela cadilac.

De babar a vida de peão!

Preste atenção:
Aquele ante-preparo na frigideira rasa
De ferro,
Ardendo azeite e alho,
No meio da noite,
Debaixo de um pequi
Ou sibipiruna
O aroma borbulhando no ar
Ao espremer um bife, de sorte,
da morte

Madre-pérolas (09/02/007 07:35)


Ferradura de salto 15


Ah, certamente você está pensando

Ou imaginando

Cascos suaves, leves,

Galopando

Na relva de contornos brandos

Uma potra selvagem

Ao invés de esmalte, tatuagem

Narinas fumegantes

Crinas ruivasTrote elegante,

Parece impaciente

Reduz ímpetos nas curvas

Mas recupera o ritmo

De um compassar

Exultante

Sua aura

Num balé sem igual

Confiante

Grama e areia, terra

Pisoteio

Debutante

Graça e leveza de sereia centaura

Ou esqueci: você está acertando?...


Calma, minha alma


Quase todos eles estão aqui

Conte um a um

De novo

A senha é 'presente'

Diga os nomes, sobrenomes

Peça que levantem as mãos

Sorria

Você está na companhia

De algum deles

Almas de outras dimensões


Dedo no gatilho


O brilho

Voraz do revide

Materializado

No coice

Do cão

Direto

No alvo

-certeiro-sem perdão.

O flash

Ancestral

-instantâneo-na escurdião!


Nas coxas?


Aqui não cabe

Mote que se sabe

Entedia

Aborrece

Emburrece.


Third D


Ainda assusta o som do trovão

A chuva que desaba qualquer vão.

Aquele hiato entre o céu e o chão.

O estrondo ensurdecedor ativo do vulcão.

A mínima possibilidade do canhão.

O satélite-espião.

O furacão.

O oceano em turbilhão.

O calorão.

Nos trava em tudo, o medão.

Nos liberta, a paixão.

Ainda que não:

melhor viver,

então.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Gretha Garbo.

Meu pedigree é o da altivez crua
que só os cães nobres de rua
têm:
coragem
xeretice
quietude.
Escolho nas patinhas
lugares para deitar
e pensar tran qui la mente
nas redondezas.
Gosto de passeios
cheios de paisagem,
tortos
sinuosos
xexelentos. Perigosamente.
Tenho elegância
e esbanjo maladragem.
Meu chão é macio: sofá, tapete, travesseiro, cama.
Nada de molhado, frio,
espinhudo.
Às vezes, cismo.
Só de sacanagem.
Água? Se for com gelo.
Ração? Acompanhada de oração.A vida vai
e vem.
Carinho.
Zelo.
Sossego.
É do que gosto. É o que quero.
É o que tenho.