domingo, 3 de maio de 2009

novembro 2003 dia 29 19:59


!Caracoles !


Há um cobertor estratosférico de lã

alcochoado de nimbus

tijolos de cashemir

revestem o concreto ser,

polainas de feltro no piso "frio"

e o chuveiro, mesmo desligado ,

jorra o 'inverno' .

Nada melhor para um ardente 29 de novembro,

o véu tropical...

Lá fora?

Mordaça pegajosa e quente da natureza ao relento.

Ao redor.
Dançamos para chover?

Ligamos as turbinas dos ventiladores de teto?

Voar,

pressurizar a calorice .

Estou um pouco em câmera lenta. .

Pareço narrar um descalabro ,

não cai nenhuma gota a leste daqui.

...............:
a gente fica matutando.

Não somos invisíveis e nem imortais. Não somos indolores, inodoros,

- sim, a maioria é insípida...
Abraxas...

sábado, 2 de maio de 2009

? te quedas?



pois, sou uma boneka.

estava à beira de um baldio

catando lixo

no estômago magro

vazio

o lombo desgrenhado

bicho

que de ternura

só o cio:

lambia coices e solas

ainda assim,

humilde.

Eis-me, agora,

olhe para mim.

Num oásis humano,

não passo fome

nem frio.





equi nócios....



Canta tua insensatez

desenhe teu semblante

diante da falsa morbidez

rascunhe tua sombra

não a esconda

em raro desplante

Às 4 da manhã, na sacada, acendo o cigarro


um saxofone faz o solo

do anoitecer

e, madrugada, soa para

que os bêbados

de ruas não dormentes,

sem sono,

sigam para casa

sem se perder....

Garrafas náufragas de letras à deriva: eis o destino imaginado de um porto ignorado

Águas marinheiras
Na cheia inquieta das ondas
o murmúrio incessante do mar
inconformado
Leia as luas e estrelas
com a mente nua
Um farol distante
mantém um pressuposto
aconchegado.

Vidraça de luz

Tenho alguém à sua porta
Espio de longe sua janela
Você pensa que me vê
Mas, eu é que vejo
você.