sábado, 25 de abril de 2009

13:01 -29/08/004


Almamém ®

Quem alma, desalma?
Quem desalma, alma?
Almamém, quem tem?
Quem tem, almamém?

Luccia d. Troya ®

abori-genes-28/07/008 13:18 (fig. Hivich)


Malukus e mamelukus

A migalha de alguém
Quantas vezes já não fui também
A sobra da mesa de boteco
O resto do dia seguinte
Rolha de vinho barato
Tampinha de cerveja
O guardanapo

Insolitez

adnan

Orit o ãitus
Sioped a ahniclac
Oles o olavac
E à epolag
Oglavac ues ojesed
Odahlom:
Et ojieb
Ed sohlo
Sodahcef…

Lanterna

Esta noite
Massacrei
Arrasei
Exagerei
e
Como todas
As noites
Errei
Acertei.
É noite:
Acendi
apaguei.

Desacato

Há ratos.
Não, não.
Nao no porão.
Há ratos
Entre vãos.
Grandes, altos,
Valentões.
Há ratos, de fato.
Sim.
Na esquina
Bueiros
Jardins
Há rastros, deles,
Na praça, bidê,
Coqueiros, antúrios,
Pés de jasmim
Há, sim,
Ratos
Nos cemitérios, guarda-louças, salas gourmet
Roupeiro
Maleiro
Lugares quaisquer
Assim
Há.
Há.
Há, ratos, sim.
Milhões.....

Política

A arte de desfazer o feito e refazer o defeito

Fases de lua


Nuvens e brilho

na escuridão

sombras e luz

na vastidão

grilos e pássaros

estendem a mão

da brisa que folheia

madeira e vidro:

são poemas de areia